A suspeita de um novo caso de corrupção na Polícia Militar é investigado, o escândalo é na compra de material médico-hospitalar e roupas. Na semana passada, houve uma auditoria em um hospital da corporação em Niterói. Há informações de rombo de mais de R$ 3 milhões em licitação de medicamentos. A investigação aponta ainda para falsificação de assinaturas em documentos para efetuar compras. A inspeção em Niterói é só a ponta do iceberg. Há um processo administrativo no qual a corporação adquiriu, por mais de R$ 4 milhões, 75 mil litros de ácido peracético — usado para esterilizar material cirúrgico que não pode ir para o autoclave. Os grandes hospitais no Rio usam no máximo dois mil litros ao ano. Oficiais prestaram depoimento e outros serão convocados.
Nas últimas duas semanas, a PM fez investigações sobre oficiais feitas pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança, e promotores do Gaeco, do Ministério Público.
Gerências de Enfermagem de dois hospitais gerais de grande porte, um na Zona Sul do Rio e outro em Niterói, afirmam que o ácido perácetico é tratado como produto obsoleto. Na PM, há quem garanta que a compra foi de 75 mil litros, mas que a corporação só recebeu quantidade ínfima.