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Ataque de bandidos deixa 12 mil alunos sem aulas na Maré

Os confrontos em várias regiões da cidade afetaram a rotina dos estudantes. De acordo com a assessoria da Secretaria Municipal de Educação, na Maré, 11 escolas, três creches e dois Espaços de Desenvolvimento Infantil (EDIs) não funcionaram nos três turnos, deixando 8.283 alunos sem aulas. Contando com outras escolas, quase 12 mil ficaram sem escola.

A guerra de facções rivais na Maré se acirraram na semana passada. Informações passadas ao Disque-Denúncia (2253-1177) citavam ameaças de ataques na região e em outras áreas com Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Naquela semana, foram registrados confrontos no Lins de Vasconcelos, Mangueira, complexos da Penha e do Alemão, Tabajaras (em Copacabana).

As informações da polícia são de que, especificamente na Maré, o traficante Playboy quer retomar o reduto que o ADA perdeu para o Terceiro Comando Puro (TCP) em 2008. Desde então, várias tentativas de invasão foram feitas, mas a primeira depois da ocupação do Exército foi há duas semanas.

Ainda segundo alertas do Disque-Denúncia, traficantes também estariam preparando ataques na comunidade do Mandela II, em Manguinhos, e no Batan, em Realengo. Neste último, o plano seria reunir cerca de 50 bandidos e atacar a UPP local durante a madrugada. Os traficantes sairiam da Vila Vintém para reforçar o ataque. Sobre Manguinhos, o alerta de ataque foi feito ontem. Menores armados estariam sendo usados pelo tráfico em um plano de ataque à base da UPP no Mandela.

A polícia também atenta para informações de supostos alertas de ataques criminosos no dia da votação, domingo. Bandidos de diferentes facções estariam se articulando em redes sociais para uma ação contra seu pricipal alvo: as UPPs. No entanto, apesar dos recentes tiroteios, não foi confirmada nenhuma movimentação.