
Segundo a Subsecretaria de Comunicação Social do Estado do Rio de Janeiro, essa será a primeira vez na história da Central de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro (Ceasa-RJ) que será promovida uma licitação para a seleção de comerciantes fixos. O edital deve ser lançado em setembro com os detalhes de documentação exigida. Os novos lojistas se unirão aos 638 já estabelecidos, além dos 2.800 produtores rurais e 76 cooperativas de agricultores familiares que ocupam os 1,5 milhão de metros quadrados de Irajá. Além disso, o espaço gera 12 mil empregos diretos. Ao conquistar um espaço na Ceasa, o comerciante contará com uma clientela de cerca de 50 mil pessoas que passam diariamente pelo espaço. Às sextas-feiras, a movimentação chega a 90 mil, com a preparação dos estoques para as vendas do fim de semana.
O conhecido centro comercial atacadista de frutas, legumes e verduras, a Ceasa tem muito mais a oferecer. Além de opções como pescados e cereais, há boxes que apostam no setor de embalagens. No ano de 2011, foram comercializadas mais de 1,8 milhões de toneladas de alimentos, entre frutas, verduras, legumes, pescados e cereais. Cerca de 90% do que é consumido no Estado nesses setores sai das lojas da central de abastecimento de Irajá. Os preços praticados no centro comercial chegam a orientar as cobranças do Rio. A Ceasa também conta com unidades em São Gonçalo, Nova Friburgo, São José do Ubá, Itaocara, e Paty do Alferes.
Os produtores rurais que quiserem comercializar no espaço precisam comprovar que são produtores do Estado do Rio de Janeiro. O espaço oferecido é subsidiado e por isso, é preciso apresentar um laudo do Emater, ou orgão correspondente.
Para garantir a segurança de comerciantes e compradores, a Ceasa fará a contratação de policiais através do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis). Outra ação é a parceria com o 41º Batalhão de Polícia Militar com um posto que funciona dentro da central de abastecimento.