
Faleceu no hospital Sírio Libanês nesta terça-feira (8), o ex-deputado pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL-SP) Plínio de Arruda Sampaio que fazia tratamento de um câncer nos ossos e estava internado há mais de um mês. Na última sexta-feira (27) o político apresentou melhora no quadro clínico e foi transferido da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para a Unidade de Terapia Semi-intensiva.
Em sua página Web, o PSOL lamentou o falecimento de Plínio. “O PSOL e o país perderam um grande protagonista da história recente e da luta pela justiça social e pela democracia no Brasil”. Plínio particiou da corrida eleitoral pela presidência em 2010 e ficou em quarto lugar com uma votação de 886.816 votos (0,87%).
Vida política
Formado em direito pela Universidade de São Paulo (USP), Plínio foi promotor público e iniciou sua militância na Juventude Universitária Católica (JUC) na década de 50. Plínio foi indicado para a subchefia da Casa Civil do governo de São Paulo na gestão de Carvalho Pinto, eleito em 1958. Um ano após a eleição, Plínio se tornou coordenador do Plano de Ação do Governo, onde permaneceu até 1962 quando foi eleito deputado federal pelo Partido Democrata Cristão (PDC).
Como membro da Comissão de Política Agrícola na Câmara dos Deputados, Plínio foi o relator do projeto de reforma agrária, prevista no programa de reformas de base do governo João Goulart (1961-1964) e criou a Comissão Especial de Reforma Agrária. Por conta de sua atuação em favor da distribuição de terras no país, Plínio apareceu na lista dos 100 políticos que tiveram seus mandatos cassados no dia 09 de abril de 1964, com a decretação do Ato Institucional (AI-I) pelos militares que protagonizaram o golpe de Estado que instaurou a Ditadura Militar no país.
Exílio e luta pela Anistia
Com os direitos políticos cassados, Plínio seguiu para o exílio no Chile, onde permaneceu seis anos e passou a trabalhar para a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Em 1970, Plínio se mudou para os Estados Unidos (EUA), onde fez mestrado em Economia Agrícola na Universidade de Cornell. Voltou ao Brasil em 1976 onde tentou criar um patido socialista à esquerda do MDB (Movimento Democrático Brasileiro) que fazia oposição à Arena, partido de apoio ao regime militar. Com o fim do bipartidarismo no país, Plínio participou da fundação do Partido dos Trabalhadores em 1980 do qual se desligou em 2005 para entrar no Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).