Uma medida comum no mundo foi adotada por companhias aéreas brasileiras: a eliminação da fileira 13. Até o ano que vem, o número deve desaparecer dos aviões da Gol, segunda maior empresa do ramo no país, e a Avianca já não conta com assentos 13 em nenhuma aeronave. Apesar de não se assumir publicamente, a medida, comum no mundo todo, buscaria impedir que aqueles que têm medo de voar se sintam nervosos com o número, geralmente atribuído à má sorte. A mudança na Gol foi anunciada em fevereiro e 70% da frota já não tem a décima terceira fileira – inclusive o Boeing 737-800, que transportará a seleção na Copa. A empresa apressou a extinção por razões práticas: quando um avião com a fileira 13 quebrava e os passageiros dessa fileira eram colocados num avião sem a ela, eles não achavam o lugar onde iam se sentar. A fabricante Airbus não diz quantos dos seus aviões são entregues assim, mas confirmou que, “de fato, algumas companhias não querem ter a fileira 13 para respeitar a superstição dos passageiros”. Segundo a Embraer, de 20% a 30% das empresas aéreas que compram seus jatos pedem para não ter a numeração. Aeronaves de empresas internacionais, como Lufthansa, Air France/KLM e Emirates também seguem o padrão, mas as brasileiras TAM e a Azul não decidiram, até então, pela exclusão.