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Moradores da favela Pavão-Pavãozinho protestam em Copacabana após morte de dançarino

A Avenida Nossa Senhora de Copacabana e as ruas Barata Ribeiro e Pompeu Loureiro, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, estão interditadas na altura da comunidade do Pavão-Pavãozinho, devido a um protesto de moradores pela morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira. Eles atearam fogo em objetos, fazendo barricadas em alguns pontos das vias. A estação do metrô na Rua Sá Ferreira, nas proximidades da favela, foi fechada.

O dançarino do programa Esquenta Douglas Rafael da Silva Pereira, 25 anos, conhecido como DG, foi encontrado morto por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) nesta terça-feira na comunidade do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, zona sul do Rio. Moradores afirmam que o jovem foi atingido por policiais dentro de uma escola na comunidade após ser perseguido por PMs, confundido com um criminoso. A  assessoria de imprensa do Comando de Polícia Pacificadora informou que a polícia foi chamada por moradores para retirar um corpo encontrado dentro da escola, que não tinha sinais de bala.

Uma manifestação no acesso à comunidade ocorre desde o início da noite desta terça-feira em razão da morte do dançarino. As ruas foram interditadas pelos manifestantes com pneus e entulho.

O trecho da Avenida Nossa Senhora de Copacabana próximo à favela foi inteditado para a ação policial de repressão à manifestação. O túnel da Rua Sá Ferreira também está fechado ao trânsito

Segundo a ONG Justiça Global e a Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência, com base em denúncia de moradores, a morte do rapaz foi consequência de espancamento, por policiais da UPP, na madrugada de hoje.