Segundo a Subsecretaria de Comunicação Social do Estado do Rio, a Organização das Nações Unidas (ONU), apresentou, nesta quinta-feira, o Relatório Global sobre Homicídios 2013 e citou, entre os resultados, que o Brasil apresentou estabilidade no registro de homicídios dolosos _ quando há intenção de matar. De acordo com o documento, o país atuou com maior ênfase no combate à violência e destacou a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPS) como uma iniciativa determinante para a redução dos índices de homicídio em quase 80% no Rio de Janeiro entre 2008 e 2012. Em novembro de 2013, o estudo contabilizou 34 unidades em operação em 226 comunidades, beneficiando mais de 1,5 milhão de pessoas.
O texto foi lançado mundialmente pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), e apontou que as UPPs foram instaladas nas comunidades para recuperar o controle do Estado. O estudo identificou que as favelas haviam se tornado base de operação para muitos grupos organizados de criminosos, que disputam territórios com facções rivais e fazem das comunidades as partes mais violentas da cidade.
O texto destaca ainda que o número de homicídios e roubos caíram nas comunidades pacificadas, mas verificou-se que, no mesmo período, os registros de abusos sexuais aumentaram em quase 200% após a instalação das UPPs. O estudo, no entanto, aponta que o número aumentou porque os moradores perderam o medo de denunciar. O texto atribuiu a isso “o fato de a população confiar mais na polícia ou devido a facilidade de se registrar o crime”.
O relatório registrou ainda que cresceu o número moradores de áreas pacficadas que aprovam a implantação das UPPs. Por exemplo, 66% dos entrevistados residentes da Favela Santa Marta e da Cidade de Deus apoiavam o programa em 2009. Em 2010, o número atingiu 93% das pessoas. Entre os entrevistados de comunidades sem UPP, cerca de 70% dos moradores disseram que gostariam que o Estado promovesse a pacificação na vizinhança.
Por fim, o relatório concluiu que a instalação das UPPs é uma mostra de que a inclusão social e o desenvolvimento da comunidade são as ferramentas para se combater o crime. O texto diz ainda que o “a pacificação facilita ou promove o acesso dos moradores às ações sociais, bem como ajuda a criar oportunidades para desenvolvimento social e econômico das comunidades.”