O reajuste da tarifa de energia elétrica previsto para 2015 deverá se maior do que o esperado. Isso ocorrerá em razão do custo da energia, que subiu no país devido à estiagem de 2013 e deste ano. A informação é do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que participou do programa Bom Dia, Ministro . “Deveremos ter, sim, algum reajuste maior. O custo no Brasil todo subiu por causa do regime de chuvas, chuvas escassas. [Este problema] vai passar para o consumidor um pouco do aumento da energia elétrica em 2015”, disse Guido Mantega. Guido Mantega disse porém que o governo federal está minimizando o problema ao transferir R$ 4 bilhões para compensar parte do aumento do reajuste, na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
A energia eletrica produzida no Brasil tem um custo muito baixo. Em média o custo gira entre R$ 0,01 e R$ 0,05 por KW/hora. Conforme estudos de Furnas, o custo de produção de energia no “Complexo do Madeira” vai girar em torno de R$ 0,05 por KW/hora. No entanto, a energia que chega às residências é em média de R$ 0,50 por KW/hora.
O QUE É Conta de Desenvolvimento Energético
A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) é destinada à promoção do desenvolvimento energético dos estados, a projetos de universalização dos serviços de energia elétrica, ao programa de subvenção aos consumidores de baixa renda e à expansão da malha de gás natural para o atendimento dos estados que ainda não possuem rede canalizada. Criada em 26 de abril de 2002 pela Lei nº 10.438, a CDE é gerida pela Eletrobras, cumprindo programação determinada pelo Ministério de Minas e Energia.
Os recursos desse fundo setorial também são utilizados para garantir a competitividade da energia produzida a partir de fontes alternativas (eólica, pequenas centrais hidrelétricas e biomassa) e do carvão mineral nacional. Atualmente, cinco usinas termelétricas movidas a carvão mineral estão incluídas na CDE: Charqueadas e Jorge Lacerda, da Tractebel, São Jerônimo e Presidente Médici, da Eletrobras CGTEE, e Figueira, da Copel.