
A Polícia Federal disse nesta quinta-feira (27/03) que a Secretaria de Estado de Segurança (Seseg) do Rio de Janeiro pediu que um veículo aéreo não tripulado (Vant) fosse usado na ocupação do Conjunto de Favelas da Maré, prevista para ocorrer nos próximos dias. O aparato tecnológico, que é controlado via controle remoto e registra imagens do território, foi usado nas investigações que levaram a prisão do chefe do tráfico de drogas da Maré, Marcelo Santos das Dores, conhecido como Menor P. Após um ano de investigações usando o pequeno avião, o criminoso foi preso nesta quarta-feira (26), na Zona Oeste do Rio.
“Nos foi pedido pela Secretaria de Segurança o uso do Vant para a ocupação do Complexo da Maré. Nós estamos anotando todas as questões técnicas para que ele possa auxiliar no momento da ocupação”, disse Roberto Cordeiro, chefe da Superintendência da PF.
Maior que um drone
O veículo, segundo a polícia, tem uma grande capacidade de vigilância e tem proporções maiores do que um drone e bem menores do que um avião tripulado. Ele pode ser usado de diversas formas, mas a principal função é para localizar objetos, veículos e pessoas suspeitas em uma determinada área. No caso das operações da Polícia Federal, o equipamento é lançado de um avião de carga, da Força Aérea Brasileira (FAB).
“O Vant é basicamente um mecanismo de vigilância. Ele é usado para levantamento de área e para identificação de suspeitos, a tentativa de localização deles e a movimentação deles. É bem maior do que um drone, é um avião. O transporte dele é feito em aviões de carga. Ele virá para o Rio de Janeiro para auxiliar no trabalho de ocupação da comunidade [Conjunto de Favelas da Maré]”, explicou Cordeiro.
Vant também usado pela Marinha
Além da PF, outros órgãos de defesa utilizam o veículo aéreo não tripulado para monitoramento espacial. A Marinha Brasileira testou em fevereiro deste ano alguns modelos de Vant, de várias marcas e especialidades, para monitorar o espaço marítimo brasileiro. No caso da Marinha Brasileira, o equipamento é usado para identificar navios suspeitos que se aproximam da costa. Além disso, ele é lançado por uma catapulta de um navio embarcado em alto mar.