
A propaganda do site “GirlsOnAMap” é clara: trata-se da primeira página de viagens projetada para homens solteiros. O endereço virtual permite que seus usuários conheçam certas características de mulheres ao redor do mundo (se são receptivas à paquera, festeiras, bonitas…), façam avaliações sobre elas e recomendem os melhores destinos de acordo com o tipo físico da pessoa que os interessa. Tudo para que esta combinação de informações indique ao usuário onde encontrar garotas com disponibilidade para noites de sexo casual.
Criada pelo ex-apresentador de TV, o norte-americano Kevin Leu, o site polêmico incentiva os internautas a publicar fotos de mulheres – que conheceram em sua cidade natal ou durante uma viagem – e as avaliem por métricas variadas (e esdrúxulas). Uma delas permite que o usuário dê uma nota de 0 a 10 para as fotos das garotas de acordo com sua beleza. As notas são cumulativas e, seu cruzamento determina quão “hot” (“quente”, propício) é o lugar em questão. No dia do lançamento, em São Francisco, nos Estados Unidos, tinha nota 6; o Rio de Janeiro, 6,1, enquanto a desconhecida cidade de Sighisoara, na Romênia, alcança os 6,9 pontos. O Rio agora está no topo do ranking, ao lado de cidades no México. O viajante também pode dizer se foi “muito fácil” ou “muito difícil” dormir com mulheres em cada um dos locais por onde passou.
Só nos Estados Unidos, mais de 28% dos homens solteiros que viajam têm entre 18 e 34 anos. “Eles querem escolher um bom destino, mas também estão à procura de uma aventura de férias. E por que não? É o elixir da vida! Com o ‘GirlsOnAMap’, criamos uma plataforma para jovens solteiros em busca de emoção”, defende o criador Kevin Leu.
Após apenas uma semana no ar, uma enxurrada de críticas via Twitter chama a atenção para a maneira como as mulheres são tratadas, comparando-as a atrações turísticas do país.
Em entrevista ao site Takepart.com, Kevin Leu se defendeu: “Nós objetificamos pessoas o tempo todo. Só estou trazendo esse tipo de conversa para o ambiente online. Quando viajava, sempre ficava curioso sobre como eram as mulheres do país”, explicou. O norte-americano também negou que o site coloque as mulheres em risco de agressão sexual quando a cidade é classificada como “fácil”. “As cartas ainda estão nas mãos delas. Os homens continuarão tendo que se esforçar para tê-las. Em nenhum momento defendemos que eles tirem proveito das meninas”, disse.