
Amigos, familiares e autoridades começaram a se despedir, no começo da noite de ontem (20/12), do cantor Reginaldo Rossi, que faleceu em decorrência de complicações de um câncer de pulmão. O velório ocorre na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Centro do Recife, e foi aberto aos fãs por volta das 19h30. Em frente ao prédio é possível ver uma fila quilométrica de admiradores, que aguardam para dar adeus ao músico. Visivelmente emocionado, o filho do compositor, Roberto Rossi, lamentou a morte. “É triste, é uma perda imensurável. Eu daria alguns anos da minha vida para ter alguns anos a mais com meu pai, poder conversar com ele e dizer mais vezes que o amo”, disse.
Roberto Rossi ainda afirmou que o legado do pai vai ficar para todo o povo e não apenas para a família. “O que conforta é a história que ele construiu em quase 50 anos de carreira. Toda paixão e amor que ele tem por essa terra, por Recife e por Pernambuco. Minha mãe está muito triste. No meu caso é um filho que perdeu um pai e, para ela, é de uma mulher que perdeu um companheiro, um amigo, um marido, um amante, uma paixão, um amor e um ídolo também, porque minha mãe era fã do meu pai”, comentou.
O cunhado do cantor, Charles Marcelo, disse que nunca vai esquecer os finais de semana na Ilha de Itamaracá, no Grande Recife, local de reunião da família. “Ele trabalhava e viajava muito, mas quando estava por aqui, estava conosco em Itamaracá. Reginaldo era um cara muito família”, lembrou.
O deputado estadual André Campos (PSB) se emocionou ao lembrar do cantor, de quem era amigo há quase 30 anos. “Eu conheci o Rossi em 1985 na campanha de Jarbas [Vasconcelos]. Até hoje sempre foi aquela figura alegre, que brincava com todo mundo. Um boêmio que gostava de beber, do cigarro, que gostava da farra e que alegrava todo mundo com suas músicas. Ninguém vai esquecer de ‘A Raposa e As Uvas’, os garçons hoje estão em luto”.
“Para Pernambuco, para a cultura, para todos nós é uma grande perda Reginaldo Rossi, não só pelo talento, mas pela pessoa que ele sempre foi: animado, brincalhão, amigo, parceiro dos pernambucanos. Então, para nós é uma grande perda e é uma emoção estar no velório de alguém que iria querer estar aqui brincando com todos nós”, acrescentou o deputado estadual Sergio Leite (PT).
O vice-prefeito do Recife, Luciano Siqueira, relembrou que o cantor nunca renegou a origem pobre, na comunidade dos Coelhos. “Hoje temos o estranho sentimento de estar perdendo sem perder. Quem deixa a obra que Reginaldo Rossi deixou, vive para sempre entre nós. Ele era uma pessoa única, que conseguiu fama sem jamais perder seus vínculos”, destacou.
Segundo a família, o velório deve ficar aberto durante a madrugada e ser encerrado na tarde do sábado (21). Uma missa, mais reservada para família e amigos, está prevista para as 18h30 e o enterro, para as 20h. As cerimônias ocorrem no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, Grande Recife.