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Equipes do INEA estão mobilizadas em socorro aos municípios atingidos pelas chuvas

O Inea (Instituto Estadual do Ambiente) está com todas as equipes que atuam em operações de emergência de prontidão para atender aos municípios afetados pelas chuvas que atingiram o estado na madrugada desta quarta-feira (11/12). Em Japeri, na Baixada Fluminense, onde o órgão ambiental mantinha operação desde a tempestade da quinta-feira passada, atearam fogo em uma das máquinas prejudicando o socorro às vítimas.

– Estamos com todas as equipes do Inea que atuam em situações de emergência já mobilizadas e realizando vistorias nos municípios mais afetados. Oito escavadeiras e 30 caminhões foram mobilizados para atender Queimados, Japeri, Nova Iguaçu e Belford Roxo. Nas últimas 24h, o índice pluviométrico na região alcançou 178mm em 24 h, quando o previsto para o período de um mês era de 240mm. Se não fosse pelas intervenções do projeto Iguaçu, os prejuízos seriam ainda maiores – explicou a presidente do Inea, Marilene Ramos.

O projeto Iguaçu é o maior programa de controle de cheias e de recuperação ambiental já desenvolvido no Estado do Rio de Janeiro. Inserido no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, o amplo conjunto de intervenções de macrodrenagem está em andamento desde 2008, abrangendo as bacias dos rios Iguaçu, Botas e Sarapuí, os principais da região.

As equipes do Inea na Baixada estão percorrendo os bairros a fim de verificar possíveis pontos de estrangulamento dos principais rios drenadores da região. Conforme verificaram, a estação de bombeamento instalada no lote XV, em Berford Roxo, entrou em operação em virtude do grande volume de água acumulas no Polder do Outeiro. A estação é composta por cinco bombas importadas da Suécia, com capacidade para drenar 7.200 l/s.

– A estação tem a função de retirar o excesso de água da área alagável do Pôlder do Outeiro, extravasando para o Rio Iguaçu, de modo a evitar inundações na área do Lote XV, em caso de chuvas intensas. Na região, foi construído ainda o Pôlder do Pilar e sistemas de comportas que evitam que as águas dos rios Botas e Iguaçu invadam as áreas baixas dos bairros Pilar e Lote XV – disse a presidente do Inea.

Para garantir que não haja interrupção do funcionamento em caso de queda de energia, a estação de bombeamento dispõe ainda de três geradores a diesel, cada um com capacidade de 450kVA (potência híbrida) e de uma subestação elétrica com potência de 1000kVA, com dois transformadores de 500kVA cada.

Durante períodos de chuvas intensas, as águas dos rios necessariamente aumentam de volume e extravasam das calhas. Por isso, tão é importante que as margens dos rios estejam desobstruídas para expansão dos leitos quando da ocorrência de tempestades. E esta vem sendo a principal meta do projeto Iguaçu.

– Já investimos R$ 440 milhões na Baixada Fluminense. Reassentamos mais de 3 mil famílias que viviam em áreas de risco de inundação. Com o avanço das intervenções, nos últimos anos não estão sendo registradas grandes tragédias na região, como as que historicamente ocorriam todo verão. As obras de macrodrenagem do Rio Iguaçu, no bairro Pilar, em Caxias, evitou que os estragos fossem maiores. O Rio Botas, em Belford Roxo, no bairro São Bernardo, transbordou alagando a via marginal direita do rio, mas não avançou para as casas vizinhas – afirmou Marilene Ramos.

Em toda a Baixada Fluminense, o projeto Iguaçu vem beneficiando mais de 2,5 milhões de moradores dos municípios de Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis, Mesquita e Nova Iguaçu, além do bairro de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O programa já tem elencados investimentos de mais R$ 1 bilhão no PAC 2.

Sobre o Projeto Iguaçu

Melhorias na primeira etapa de obras

  • Foram dragados 60 km de rios e canais, com a retirada de 5,58 milhões de toneladas de lama e lixo;
  • Foram reassentadas mais de 3 mil famílias que viviam em áreas de risco de inundação;
  • Implantados 14 km de vias marginais, com a instalação de oito parques fluviais nas áreas de risco de modo a evitar reocupações;
  • Plantadas 2,2 mil árvores;
  • Construídas três pontes, uma passarela e dois pôlderes (áreas alagáveis) para acúmulo do excesso de chuvas;
  • Instalada uma estação de bombeamento no bairro Lote XV, entre Belford Roxo e Duque de Caxias, composta por cinco bombas importadas da Suécia, com capacidade para bombear 7.200 l/s;
  • Uma usina geradora, com três geradores a diesel, cada um com capacidade de 450kVA (potência híbrida);
  • Uma subestação elétrica com potência de 1000kVA, com dois transformadores de 500kVA cada, também como medida de controle às enchentes.