O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, anunciou nesta segunda-feira (02/12) que renunciará ao cargo no dia 31 de março, pois pretende concorrer a uma cadeira no Senado brasileiro nas eleições de 5 de outubro de 2014.
O anúncio do governador coincidiu com a divulgação de uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, segundo a qual sua taxa de aprovação é de apenas 20%. Cabral comunicou sua decisão durante um ato público e disse que quer colocar seu nome “à disposição”, como possível candidato ao Senado pelo PMDB.
A presidente Dilma se reuniu no sábado com líderes do PT, entre os quais estava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e com dirigentes do PMDB para começar a discutir as alianças regionais frente à eleição de governadores.
O PMDB já anunciou que pretende candidatar ao governo regional do Rio de Janeiro ao atual vice-governador Luiz Fernando Pezão, que deverá assumir a acusação após a renúncia de Cabral.
No entanto, o PT trabalha com a possibilidade de candidatar ao governo do Rio o senador Lindbergh Farias, que nas enquetes de opinião aparece mais bem situado que Pezão.
No sábado, após a reunião com Dilma, o presidente do PMDB, Valdir Raupp, admitiu que seu partido e o PT tinham “diferenças” em relação às candidaturas no Rio de Janeiro. “O Rio de Janeiro, acho que tem de dar um tempo (sic). Porque está muito claro que a divisão do PMDB e do PT poderá prejudicar as duas candidaturas”, declarou Raupp.