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Rio Rural incentiva a utilização de fertilizante natural

O programa Rio Rural está incentivando a utilização do Agrobio – um fertilizante natural desenvolvido pelo Centro Estadual de Pesquisa em Agricultura Orgânica da Pesagro-Rio (empresa vinculada à Secretaria de Agricultura). A unidade de pesquisa participativa da Pesagro localizada em em São João da Barra (no Norte Fluminense) é a responsável pela produção e teste do fertilizante, realizada por agricultores familiares da microbacia Rio Doce.

O agricultor Sebastião Rangel, é parceiro da pesquisa e está produzindo a segunda leva do produto, feito à base de leite, esterco, urina de vaca, melaço de cana de açúcar e 21 sais minerais. A preparação leva, em média, sete semanas para ficar pronto. Rangel já tem engarrafada a primeira safra do fertilizante e 10% do volume será entregue à Pesagro-Rio para testes orientados pelo engenheiro agrônomo José Márcio Ferreira, que também coordena todas as unidades de pesquisa da região Norte.

O objetivo de Sebastião é substituir gradativamente adubos e fertilizantes químicos pelos naturais.

– Gostamos muito do resultado do Agrobio. Com esta unidade, vamos ter acesso mais fácil e os produtores rurais vizinhos também. Vai ser melhor para mim, para os consumidores e para o meio ambiente – disse o agricultor.

Depois de sete semanas em maturação, o Agrobio produzido na propriedade de Sebastião foi filtrado e uma nova leva de mais 500 litros começou a ser feita. Do resultado final de duas safras, o agricultor vai entregar outros 10% para que a Pesagro-Rio dê continuidade às pesquisas com os outros agricultores em processo de transição agroecológica.

– A unidade foi financiada pelo Rio Rural e, além de seguir a nossa orientação técnica, o agricultor se compromete a fornecer um percentual de sua produção para as pesquisas – explicou José Márcio.

A pesquisadora da Pesagro-Rio, Maria do Carmo de Araújo Fernandes, responsável pelo desenvolvimento do fertilizante natural, explicou que ele não pode ser utilizado isoladamente.

– Este fertilizante não é um milagre e não resolve o problema sozinho. É necessário um conjunto de práticas agroecológicas associadas para que o uso dos agroquímicos seja extinto – disse.