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Produção de flores é alternativa na agricultura de Magé

A produção de flores e a arte floral surgem como nova alternativa de geração de renda e trabalho para as mulheres rurais de Magé, na Região Metropolitana. Tradicional na produção de olerícolas, o município descobre mais uma vocação na floricultura tropical e no cultivo de plantas ornamentais. Na última semana, 25 produtores familiares participaram de curso de capacitação em tecnologia de produção de flores tropicais, ministrado por técnicos da Emater-Rio e coordenado pelo Programa Florescer, da secretaria estadual de Agricultura.

Com apoio da prefeitura municipal e da Associação de Pequenos Produtores de Cachoeira Grande, o treinamento apresentou desde o panorama do setor, com abordagem das oportunidades nos mercados nacional e internacional, às técnicas de cultivo, incluindo manejo, controle de pragas e doenças, pós-colheita e classificação.

– O curso faz parte das ações dos programas Florescer e Rio Rural no município, desenvolvidas desde o início do ano. Um diagnóstico de campo apontou a viabilidade da atividade na Região, com condições de clima e solo favoráveis – explicou Nazaré Dias, coordenadora do Florescer.

Para Maria de Lourdes Figueiredo, produtora de hortaliças e feijão, a capacitação abriu novos horizontes para quem vive da agricultura.

– Eu já cultivava algumas dessas plantas na minha propriedade, mas não tinha orientação. Agora, conheci o quanto esse setor pode ser lucrativo. O curso de arte floral, feito anteriormente, somado ao de cultivo me incentivaram a ampliar a área plantada e melhorar a estrutura de produção – contou.

Para Ivaldecir Fernandes, que já cultiva plantas ornamentais, no distrito de Piabetá, os ensinamentos, tanto teóricos quanto práticos, vão transformar a sua realidade.

– Vejo a chance de melhorar, com ampliação e diversificação da minha produção. Agora sei que não basta só produzir. É preciso acompanhar as tendências do mercado e cuidar da apresentação e qualidade para que o produto seja competitivo – revelou ela, que planeja comercializar além do seu município.

De acordo com o supervisor local da Emater-Rio, Edison Rodrigues Cruz, Magé tem grande potencial para se consolidar num polo de floricultura tropical. Atualmente cerca de 16 propriedades se dedicam à atividade.

– O maior profissionalismo do segmento vai ampliar as possibilidades de mercado e como alcançá-lo. No início de dezembro levaremos 25 produtores em uma excursão técnica à áreas de produção de floricultura tropical orgânica em Santo Antônio de Pádua. Os agricultores conhecerão cultivos sustentáveis, com custo reduzido, sem uso de produtos fitossanitários e com baixo impacto para o meio ambiente – concluiu.