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Vice-procuradora-geral da República defende cotas em universidades públicas

A vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, defendeu hoje (25), na sessão de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), o direito das universidade federais reservarem vagas com base no sistema de cotas raciais. De acordo com ela, as universidades têm toda a liberdade para criar suas políticas de admissão, inclusive com a adoção de cotas raciais.“As universidades definem as suas missões e, com isso, elas planejam suas políticas de admissão segundo méritos que consideram relevantes”,   disse

O advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams, defendeu o sistema de cotas nas universidade brasileiras. Segundo ele, a questão do racismo é cultural e, por isso, é difícil combatê-la. Segundo ele, os cotistas têm mantido um perfil acadêmico de excelência. “Os alunos cotistas conseguem acompanhar, tanto que a média final de aprovação deles é equivalente à média geral dos demais alunos”.

Além das partes, nove instituições se manifestaram no plenário da Corte sob a condição de amigos da Corte (amici curiae). Após as sustentações orais, o relator, ministro Ricardo Lewandowski, vai ler seu voto.