O sistema de consulta do SPC envolve mais de 150 milhões de cadastros de pessoas físicas (CPFs), em aproximadamente 1,2 milhão de pontos de vendas. O indicador ampliado do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) detalha como se comporta a inadimplência no comércio brasileiro, segundo os critérios gênero, idade e valor das dívidas em atraso. O resultado do balanço feito no mês de agosto revelou uma concentração de consumidores inadimplentes do sexo feminino, com idade entre 30 e 39 anos, cujas dívidas ultrapassam a quantia de R$ 500. Seguindo a tendência apontada desde o começo deste ano, foi novamente detectado um ligeiro equilíbrio entre consumidores dos gêneros feminino e masculino. As mulheres representam 54% da parcela de inadimplentes, enquanto que os homens, 46%. Os economistas do SPC Brasil explicam que os dados não podem ser considerados “taxativos”, uma vez que a diferença entre os dois gêneros não é muito expressiva. “Além disso, segundo nosso banco de dados, as mulheres também são as que mais consomem [vendas: 58,76% (mulheres) 41,24% (homens)]. Dessa forma, é natural que sejam ligeiramente mais inadimplentes”, afirma o gerente financeiro do SPC Brasil, Flávio Borges
Em agosto, 50,78% dos consumidores inadimplentes possuíam dívidas com valores acima de R$ 500. Em julho o percentual era ligeiramente menor, atingindo 48,97% dos casos, mas o suficiente para ser a maior parte dos casos. Para Borges, este resultado é uma tendência que se mantém desde o início do ano e reflete as compras de bens duráveis com maior valor agregado e que na maioria das vezes, são parcelados entre 12 e até 48 meses.
O SPC Brasil e a CNDL divulgam, desde janeiro de 2013, informações detalhadas sobre o indicador mensal de inadimplência no comércio brasileiro, que no mês agosto apresentou aceleração de +0,72%, na comparação com o mesmo período do ano passado.
A projeção dos especialistas da entidade é que a inadimplência registre novas altas pelos próximos meses e comece a recuar com a proximidade das festas de final de ano, período em que tradicionalmente há uma maior recuperação de crédito por conta da entrada do décimo terceiro salário na economia. Quando comparada com julho, a taxa de inadimplência, que mede o atraso de pagamentos superiores a 90 dias, ficou um pouco maior e avançou +1,34%. Fonte: SPC Brasil