Os Deputados da Frente Parlamentar Evangélica e da bancada católica pediram ao presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP), a abertura de processo por crime de responsabilidade contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello. Os parlamentares alegam que o ministro antecipou seu voto o divulgando para imprensa antes do julgamento do processo sobre a liberação do aborto de feto anencéfalos.
Os deputados pedem a instalação de uma comissão para julgar o ministro em documento entregue ao senador José Sarney,. Eles argumentam que ao emitir opinião sobre o seu voto no julgamento, o ministro teria contrariado artigo da Lei Orgânica da Magistratura, que proíbe juizes de manifestar opinião sobre processo pendente de julgamento.
“O ministro Marco Aurélio fez algo que não deveria. Ele antecipou o seu voto antes do julgamento, estimulando os outros ministros do STF a seguir seu voto”, disse o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), um dos parlamentares que participou da entrega do documento a Sarney. Segundo ele, uma decisão do Supremo favorável à liberação do aborto nos casos de feto anencéfalos pode levar à liberação do aborto no Brasil.
O deputado Pastor Marco Feliciano argumenta que, no futuro, uma gestante que descobrir que está esperando um filho com algum tipo de anomalia pode recorrer à justiça para reivindicar a liberação do aborto. “Uma decisão favorável neste caso pode levar no futuro à legalização do aborto no país e ao assassinato em massa de crianças em nosso país”, disse o parlamentar.
De acordo com a Constituição Federal, é competência privativa do Senado Federal processar e julgar os ministros do Supremo Tribunal Federal. Caberá agora ao senador José Sarney decidir se acata ou não a denúncia contra o ministro Marco Aurélio Mello. Se acatar, será criada uma comissão para cuidar da abertura do processo.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, rebateu hoje (11) as críticas, feitas por integrantes da Frente Parlamentar Evangélica e da bancada católica, de que teria antecipado seu voto à imprensa antes do julgamento do processo sobre a liberação do aborto de fetos anencéfalos.
“Para deferir a liminar [de 2004, que autorizava o aborto no caso de fetos anencéfalos], tive de revelar o meu convencimento. Não tenho culpa se não mudei de opinião até aqui e se só me curvo à minha ciência e minha consciência”, disse Mello.
Os parlamentares pediram ao presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP) a abertura de processo por crime de responsabilidade contra o ministro do STF.
Em documento entregue ao senador Sarney, os deputados pedem a instalação de uma comissão para julgar o ministro. Eles argumentam que, ao emitir opinião sobre o seu voto no julgamento, o ministro teria contrariado artigo da Lei Orgânica da Magistratura, que proíbe juizes de manifestar opinião sobre processo pendente de julgamento.
Fonte Agência Brasil