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Cerca de 25 fiscais sanitários são suspeitos de praticar extorsão contra comerciantes

 

 

Pelo menos 25 fiscais sanitários suspeitos de praticar extorsões contra comerciantes e profissionais liberais para não aplicar multas foram presos nesta quinta-feira (03/10), durante a Operação Parasitas. O objetivo das equipes é cumprir até as próximas horas os 30 mandados de prisão contra agentes considerados corruptos, sendo 28 contra funcionários públicos suspeitos de formação de quadrilha.

A meta é cumprir também outros 52 mandados de busca e apreensão. Os agentes realizam as buscas na capital, Baixada Fluminense, Região Metropolitana e no interior do Rio.

A incursão foi deflagrada por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), órgão da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (Ssinte).

Segundo a Secretaria de Segurança, entre os detidos estão dois coordenadores de área da Vigilância Sanitária municipal e um homem identificado como Robert Roy Fulton, que foi localizado em um condomínio de luxo em Pendotiba, na Região Oceânica de Niterói.

Foram apreendidos pelos policiais cerca de R$ 1 milhão, sendo R$ 800 mil em apenas uma residência. Um arquiteto e o proprietário de uma empresa de dedetização são suspeitos de liberar falsos laudos e comprovantes de regularização em troca de propina.

Ainda segundo a Secretaria de Segurança, as investigações tiveram início em 2010, após a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizar uma denúncia. As investigações apontam ainda que o grupo chegava a movimentar cerca de R$ 500 mil por mês. Os alvos seriam bares, restaurantes, clínicas, farmácias assim como outros estabelecimentos.

De acordo com o delegado responsável pela ação, Alexandre Capote, os presos foram autuados pelos crimes de formação de quadrilha, peculato , concurso material e por concussão, que é exigir vantagem indevida em razão do cargo. Todos os detidos, assim como as apreensões, foram levados para a Cidade da Polícia, em Benfica, na zona norte.

No total, 200 agentes participam da operação, que também contou com o apoio da Polícia Civil, do Ministério Público e da Subsecretaria Municipal de Vigilância Sanitária.

Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde informou que está colaborando com as investigações para que os responsáveis sejam identificados e punidos.