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BC faz leilão de venda de dólares no mercado futuro

O Banco Central (BC) deu prosseguimento hoje (4) ao programa diário de intervenção no mercado de câmbio com mais um leilão de swap cambial, equivalente à venda de dólares no mercado futuro. Na operação, foram negociados 10 mil contratos, com vencimento em 2 de dezembro de 2013 e com valor total de US$ 498,4 milhões.

Pela programação do BC, de segunda a quinta-feira serão feitos leilões de swap cambial, com oferta de cerca de US$ 500 milhões por dia. Às sextas-feiras, será oferecido até US$ 1 bilhão, por meio dos leilões de venda com compromisso de recompra. Quando anunciou essa programação, no dia 22 de agosto, o BC informou também que faria leilões adicionais sempre que julgasse apropriado.

Desde o fim de maio, o sistema financeiro global enfrenta dificuldade por causa da perspectiva de que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, reduza os estímulos monetários para a maior economia do planeta. Com menos dólares em circulação, a cotação da moeda norte-americana fica mais alta em todo o mundo.

Banco Central programa venda forte de dólares para conter desvalorização do real

22/08/2013
O Banco Central (BC) anunciou, no início da noite de hoje (22), que pretende fazer ofertas diárias de swaps cambiais (venda de dólares no mercado futuro) no valor de US$ 500 milhões, até o fim do ano, para conter a valorização da moeda norte-americana, que ontem (21) ultrapassou a cotação de R$ 2,45.

A instituição também vai fazer, uma vez por semana, leilões de venda direta de dólares das reservas, com compromisso de recompra futura. Essas operações serão na faixa de US$ 1 bilhão, informou a assessoria do Banco Central, que estima disponibilidade de US$ 60 bilhões para as operações até 31 de dezembro.

Os dois leilões de hoje, nos quais o BC ofereceu US$ 4 bilhões, já compõem a estratégia de usar parte dos US$ 373,5 bilhões das reservas internacionais para segurar o câmbio. O banco não informou quanto conseguiu colocar no mercado, mas a operação teve êxito, contendo a valorização do dólar, que fechou o dia cotado a R$ 2,432, com queda de 0,78%.

O BC dará continuidade a o processo amanhã (23), com mais uma atuação forte no mercado, e já comunicou às instituições financeiras credenciadas a operar com câmbio que fará um leilão, às 11h15, para venda de mais US$ 1 bilhão, com compromisso de recompra no dia 2 de janeiro de 2014.

Dólar fecha a R$ 2,45, maior cotação em cinco anos

21/08/2013

 

A confirmação de que o Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, pretende acabar com os estímulos monetários até meados do ano que vem fez a moeda norte-americana fechar acima de R$ 2,45 e atingir o maior nível em quase cinco anos. Apesar das atuações do Banco Central (BC), o dólar comercial fechou hoje (21) vendido a R$ 2,4512, com alta de 2,38%. A cotação é a maior desde 8 de dezembro de 2008, quando a moeda foi vendida a R$ 2,4730.

No ano, o dólar subiu 19,68% – apenas em agosto, houve aumento de 7,39%. A moeda operou em alta durante toda a sessão desta quarta-feira. De manhã, o Banco Central rolou (renovou) US$ 987,9 milhões de contratos de venda de dólares no mercado futuro. A ação, no entanto, não surtiu efeito. Depois das 15h, o dólar acelerou até fechar na máxima do dia.

O fator que desencadeou a aceleração do câmbio foi a divulgação, no início da tarde, da ata da reunião de julho do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve. No documento, o Banco Central norte-americano informou que pretende reduzir o programa de compras de títulos públicos (que injetam dólares na economia mundial) ainda este ano e acabar com os estímulos monetários até meados de 2014.

Desde o fim de maio, o mercado financeiro global enfrenta turbulências devido à perspectiva de que o Federal Reserv reduza os estímulos monetários para a maior economia do planeta. O Fed poderá aumentar os juros e diminuir as injeções de dólares na economia global caso o emprego e a produção nos Estados Unidos mantenham o ritmo de crescimento e afastem os sinais da crise econômica iniciada há cinco anos.

A instabilidade piorou depois de Ben Bernanke, presidente do Fed, ter declarado, em 19 de junho, que a instituição pode diminuir a compra de ativos até o fim do ano, caso a economia americana continue a se recuperar. Se a ajuda diminuir, o volume de dólares em circulação cai, aumentando o preço da moeda em todo o mundo.

Nos últimos meses, o governo brasileiro tem adotado medidas para conter a valorização do dólar. Além de vender a moeda no mercado futuro, o Banco Central retirou parte do compulsório sobre as apostas de que o dólar vai cair e eliminou restrições de prazos para que os exportadores financiem antecipações de pagamentos.

A equipe econômica também retirou barreiras à entrada de capitais estrangeiros no país. O Ministério da Fazenda zerou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para os estrangeiros que aplicam em renda fixa no Brasil. Desde outubro de 2010, a alíquota em vigor era 6%. A venda de moeda estrangeira no mercado futuro também ficou isenta de IOF.

BC faz leilão para renovar contratos de venda de dólares no mercado futuro

21/08/2013

O Banco Central (BC) fez hoje mais um leilão para renovar vencimentos de contratos de swap cambial, equivalente à venda de dólares no mercado futuro.

Foram negociados 20 mil contratos que venceriam no dia 2 de setembro deste ano. A nova data de vencimento será o dia 1º de abril de 2014. A operação totalizou US$ 987,9 milhões.

Esse leilão faz parte da estratégia do BC, anunciada na semana passada, de rolagem do total de 100.800 contratos de swap cambial que vencerão no dia 2 de setembro. Já foram feitas outras operações de rolagem nos dias 16, 19 e 20 deste mês.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(Agência Brasil)