Em audiência pública encerrada há pouco, representantes de Google,Facebook e Microsoft negaram que essas empresas tenham colaborado com a NSA (National Security Agency – agência de segurança do governo norte-americano). A reunião foi realizada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado (CRE).
Marcel Leonardi, da Google Brasil, disse que “nenhuma das companhias presentes na audiência permitiria que algo assim acontecesse, e por um motivo muito simples: a base da existência dessas companhias é a confiança que o usuário deposita em seus serviços”.
Bruno Magrani, da Facebook, declarou que a empresa nunca participou de nenhum programa do governo dos EUA ou de qualquer outro programa que visasse garantir acesso direto aos dados dos usuários. E Alexandre Esper, da Microsoft Brasil, frisou que nenhum usuário dessa companhia jamais teve seus dados devassados de forma direta e irrestrita por qualquer agência do governo, “em qualquer lugar do mundo”.
Presidente da CRE, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) afirmou que as denúncias de espionagem revelam que “os mecanismos excepcionais de combate ao terrorismo previsto na legislação norte-americana estariam repercutindo muito além do território daquele país”. Também observou que, se for verdade que empresas como Microsoft, Google e Facebook estariam dando aplicação extraterritorial a dispositivos da legislação dos EUA, isso seria “abusivo, ilegal e ilegítimo”.
Ao iniciar mais uma audiência pública sobre as denúncias de espionagem dos EUA, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) declarou que a NSA (National Security Agency) se tornou uma poderosa máquina de espionagem. Ele também afirmou que as explicações iniciais dadas pelo governo norte-americano foram “muito superficiais, para dizer o mínimo”. Ferraço é o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado (CRE), que promove a audiência.
O senador lembrou que um dos programas de espionagem revelados pelas denúncias, o PRISM, indica “densos vínculos de cooperação” entre empresas de tecnologia e comunicação norte-americanas com agências de segurança daquele país – com a NSA à frente. De acordo com as acusações, observou, Facebook, Microsoft e Google manteriam acordos com a NSA para facilitar o acesso aos seus servidores.
Essas empresas, por meio de seus representantes, negaram tal tipo de colaboração durante a audiência que acontece no Senado.
– Então essas informações são falsas? O senhor [Edward] Snowden é um mentiroso? – questionou Ferraço, citando o funcionário da empresa Booz Allen que fez as denúncias.
A audiência da CRE está sendo realizada na sala 7 da Ala Senador Alexandre Costa, no Senado, e pode ser acompanhada ao vivo pela TV Senado, na internet.
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Agência Senado
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