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Embaixada do Brasil no Egito determina regime de plantão para garantir segurança aos funcionários

 Em meio aos confrontos entre policiais e manifestantes no Egito, a Embaixada do Brasil no Cairo passou a funcionar a partir de hoje (14) em regime de plantão. Em comunicado interno, a representação diplomática informa que a decisão foi tomada para facilitar os deslocamentos dos funcionários locais (em geral, egípcios) na cidade com segurança. Nos últimos dias, os protestos são frequentes na capital do Egito e marcados pela violência.

Em 4 de julho, após a destituição do poder do então presidente Mouhamed Mursi pelas Forças Armadas, a embaixada recomendou que os brasileiros que estivessem no país redobrassem o cuidado nos locais onde houvessem aglomerações e evitassem deslocamentos desnecessários. Não houve registros de brasileiros feridos ou mortos.

Não há orientações para retirada de funcionários nem suspensão de atividades na Embaixada do Brasil no Egito, até o momento. O clima de tensão no país é relatado por organizações não governamentais.

Nas manifestações, há simpatizantes e contrários a Mursi, assim como os defensores do governo do ex-presidente Hosni Mubarak, deposto em fevereiro de 2011, além de militares. Nos confrontos ontem (13), a Irmandade Muçulmana, que apoia Mursi, informou que pelo menos 100 pessoas morreram. As forças de segurança, entretanto, confirmam apenas seis mortos, inclusive dois policiais.

Pelo menos 100 pessoas morrem e 2 mil ficam feridas em protestos no Egito, diz Irmandade Muçulmana

14/08/2013

Pelo menos 100 pessoas morreram em confrontos entre policiais e manifestantes, de ontem (13) para hoje (14), no Cairo, no Egito, segundo a organização religiosa Irmandade Muçulmana. Mais de 2 mil pessoas ficaram feridas durante os protestos em decorrência de uma operação de dispersão dos acampamentos, onde estavam os ativistas que apoiam o presidente deposto Mouhamed Mursi, que deixou o poder em 3 de julho.

O porta-voz da Irmandade Muçulmana, Gehad Al Haddad, divulgou os dados pela rede social Twitter. As autoridades do Egito rebateram as informações. O Ministério do Interior egípcio confirmou apenas que seis pessoas morreram nas ações, entre elas dois policiais. O governo confirmou ainda que 26 pessoas se feriram.

A Irmandade Muçulmana, movimento religioso que fazia parte do governo Mursi, promove uma série de protestos em favor do presidente deposto, que é mantido preso sob supervisão das Forças Armadas. Os críticos de Mursi e favoráveis ao atual governo provisório reagem também promovendo manifestações.

Nas ações policiais de ontem, houve destruição de barracas e abandono de veículos em acampamentos favoráveis a Mursi. Os policiais estavam equipados com material antimotim.

A tensão no Egito foi agravada em 30 de junho, quando diversos setores da oposição promoveram protestos exigindo a deposição de Mursi. Houve ainda reações dos favoráveis ao ex-presidente.

 

 

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa.

 ( Agência Brasil)