Também está programada para as obras do PAC 2 a implantação de um teleférico na Rocinha. O sistema é um meio de transporte de massa interligado à estação de metrô da Linha 4, prevista para ficar pronta no final de 2015.
“O teleférico vai transportar diariamente milhares de pessoas, a exemplo do que ocorre hoje com o do Complexo do Alemão, interligado aos trens da Supervia na Estação de Bonsucesso. Uma pessoa que mora no topo da Rocinha vai poder usar o teleférico e se conectar com o metrô. De lá, irá para a Barra, onde se conecta com os BRTs [sigla em inglês para transporte rápido por ônibus] e pode chegar até Santa Cruz. Vai a Ipanema, Leblon, para o centro da cidade. Pode usar também os trens da Supervia e chegar até a Baixada Fluminense. E ainda gera muitos empregos” ressaltou o secretário.
O PAC 2, parceria entre os governos federal e estadual, também inclui a construção de um espaço de desenvolvimento infantil (EDI), que integra creche e pré-escola, além de oficinas sociais e culturais nas estações do teleférico e nos novos conjuntos habitacionais.
Por meio do PAC 1, iniciado em 2008, o governo federal investiu R$ 272 milhões na Rocinha. As obras de complementação do PAC 1, orçadas em R$ 22,5 milhões, estão em andamento. A parte final do programa compreende a finalização de uma creche, a construção do mercado popular e a reurbanização do Caminho dos Boiadeiros, além de implantação de redes de abastecimento de água e de esgoto.
Favelas cariocas vão receber R$ 2,6 bilhões em obras de infraestrutura
Dilma fez o anúncio no Complexo Esportivo da Rocinha. A comunidade receberá a maior fatia do montante, R$ 1,6 bilhão.
“A primeira vez que estive na Rocinha foi no início do PAC 1. E algumas pessoas diziam que não conseguiríamos fazer nada aqui na Rocinha. Me enche de alegria voltar aqui e ver as crianças nadando na piscina, tendo acesso a um conjunto de equipamentos que dão qualidade de vida à essa população”, disse.
Com mais de 100 mil habitantes, a Rocinha é uma das maiores favelas da América Latina, sofre com o esgoto a céu aberto e locais sem saneamento básico e registra alto índice de casos de tuberculose. Entre as obras, estão previstas implantação de coleta de lixo, abertura de vias, alargamento de ruas, construção de creche e de 475 casas, além de rede de saneamento e contenção de encostas. A obras devem começar ainda este ano e devem ser concluídas em três anos, segundo o governo estadual.
Moradora da Rocinha há dez anos, a faxineira Doralice Almeida aguarda a implantação do projeto de reurbanização. “Gostei de tudo, mas o que mais gostei foram a creche e os parques para as crianças, que ainda estão muito largadas na rua”, comentou.
Na favela do Jacarezinho, serão investidos R$ 609 milhões em infraestrutura, aberturas de vias e conjuntos habitacionais. O Complexo do Lins vai ficar com R$ 446 milhões, aplicados na remoção de famílias em áreas de risco, construção de uma creche, postos de saúde, moradias e praças públicas.
Da Agência Brasil