
Em uma pesquisa feita pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) chegou a conclusão que o número de conflitos no campo caiu 12% em2011 foram registrados 686 casos e em 2010 foram registrados 777 casos. E a quantidade de denúncias de trabalho escravo no país, entretanto, aumentou23%, principalmente, em Mato Grosso do Sul, no Pará e em Goiás. Enquanto no ano passado foram registradas 177 denúncias, este ano o número chegou a 218.E o número de pessoas envolvidas nas denúncias de trabalho escravo subiu de 3.854, em 2010, para 3.882, em 2011. Só a Região Centro-Oeste concentrou quase 50% dos trabalhadores resgatados – 1.914 pessoas.Em Mato Grosso do Sul, foram registrados 1.322 trabalhadores em situação de trabalho escravo.
Os dados fazem parte do relatório Conflitos no Campo Brasil 2011 e se referem ao período de janeiro a setembro,relátorio examina a violência rural sob três aspectos: conflitos de terra, conflitos trabalhistas e conflitos pela água.
O levantamento revela,que houve 439 conflitos por questões agrárias neste ano, enquanto em 2010 foram registrados 535. Já os conflitos por água caíram para 29 registros, em 2011, enquanto em 2010 foram 65 casos.
Isolete Wichinieski, coordenadora nacional da Comissão Pastoral da Terra, declarou que o aumento no número de denuncias nos casos de trabalho escravo ocorre devido ao estímulo que as pessoas têm recebido para denunciar.
“A sociedade está colaborando mais, as denúncias cresceram e isso é muito importante para combater os crimes no campo”, alertou a coordenadora. “[Mas é necessário] melhorar as condições de trabalho na área rural, só assim os conflitos serão reduzidos.”