Cerca de 90 delegações e pelo menos dez chefes de Estado assistirão hoje (24) a posse do presidente do Equador, Rafael Correa. A cerimônia está prevista para as 10h (12h no horário de Brasília). Reeleito em fevereiro, Correa tomará posse na Assembleia Nacional, em solenidade conduzida por três mulheres: pela presidenta da Assembleia, Gabriela Rivadeneira, e pelas vice-presidentes da Casa Legislativa, Rosana Alvarado e Marcela Aguiñaga.
“Definitivamente, teremos um ato transcendental. O presidente da República, sendo juramentado e tomando posse para um novo período perante a Assembleia que representa o povo equatoriano, sobretudo uma Assembleia que, pela primeira vez, marcou uma ruptura ao ter três mulheres em sua condução”, ressaltou Rivadeneira.
Confirmaram presença os presidentes do Irã, Mahmoud Ahmadinejad; da Venezuela , Nicolás Maduro; do Peru, Ollanta Humala; da Bolívia, Evo Morales e da Colômbia, Juan Manuel Santos. A posse deve durar cerca de três horas, a presidenta Dilma Rousseff não estará presente, porque que viajou ontem (23) à Etiópia, para as comemorações dos 50 anos da União Africana. O Brasil será representado na cerimônia, pelo vice-presidente Michel Temer.
Com ampla popularidade no país, Rafael Correa, foi reeleito em fevereiro com 57% dos votos no primeiro turno, com ampla vantagem sobre o segundo colocado, Guillermo Lasso que obteve 22% dos votos. Correa teve quase 16% mais votos que a soma total dos votos alcançados pelos sete candidatos que enfrentou.
Economista, formado nos Estados Unidos, Correa é um dos representantes mais ativos da chamada Aliança Bolivariana, criada e idealizada pelo presidente Hugo Chávez, falecido em março. Seu primeiro mandato foi focado na redução da pobreza. Correa já começou a fazer mudanças em sua equipe para este mandato, que terminará em 2017. No último dia 09, ele nomeou nove ministros e reorganizou seu gabinete.
O vice-presidente da República, Michel Temer, representará o Brasil na cerimônia de posse do terceiro mandato do presidente do Equador, Rafael Correa, amanhã (24) em Quito. Temer estará interinamente no poder enquanto a presidenta Dilma Rousseff viaja para a Etiópia (África), onde participa das comemorações dos 50 anos da União Africana.
Com a viagem de Temer ao Equador, assumirá a Presidência da República o presidente do Senado, Renan Calheiros, já que o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, que deveria ocupar o cargo, está em viagem aos Estados Unidos.
A solenidade de posse de Correa vai reunir pelo menos 14 chefes de Estado. Confirmaram presença os presidente Mahmoud Ahmadinejad (Irã), Nicolás Maduro (Venezuela), Laura Chinchilla (Costa Rica), Ollanta Humala (Peru) e Porfirio Lobo (Honduras).
Reeleito há três meses, Correa ficará no poderá até 2017, quando completa uma década no governo. O novo vice-presidente é Jorge Glas. Correa venceu o ex-banqueiro Guillermo Lasso. Para a campanha, ele se licenciou do cargo.
Ontem (22), Correa anunciou que o ano de 2014 será o de maior volume de investimentos públicos em comparação aos períodos anteriores. Em relação a 2013, ele disse que será “um ano fiscal duro”.
Após tomar posse do novo mandato amanhã, o presidente terá prazo de 90 dias para apresentar nova proposta orçamentária. De acordo com ele, o projeto está “praticamente pronto”. Segundo o presidente, os investimentos públicos chegarão a 13% ou 14% do Produto Interno Bruto (PIB), os maiores do seu governo.
Na proposta elaborada por Correa, há previsão de construção de oito hidrelétricas que entrarão em funcionamento em 2016. Também há estimativa de importação de mais volume de combustíveis e de retomada das refinarias. Segundo o presidente, estão em seus planos concluir a construção de 88 escolas com “tecnologia de ponta e infraestrutura inovadora”.Correa pretende ainda inaugurar 250 jardins de infância.
Ele citou também, entre os destaques de seu governo, a retomada da Refinaria de Esmeraldas e mais investimentos em projetos como a Refinaria de Coca Codo Sinclair. Segundo o presidente, a expectativa é ampliar as atividades petroleiras no país.
Fonte Agência Brasil/EBC