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Prefeitura de Duque de Caxias anuncia a remoção de famílias de área contaminada com pó de broca

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 Foi iniciada na manhã desta quinta-feira (09/05), pela Prefeitura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, uma operação para remover moradores de áreas contaminadas pelo pesticida BHC, conhecido como pó de broca. De acordo com o Ministério da Saúde, a área de isolamento atinge 19,4 milhões de metros quadrados no entorno de uma fábrica de agrotóxicos, que foi abandonada em 1965, deixando o solo contaminado.

Em torno de 750 famílias estariam vivendo nessas áreas. A Prefeitura iniciou o cadastramento dos moradores, que segundo garantiu o prefeito Alexandre Cardoso, serão atendidos pelo programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal. Nesta quinta (09/05), os operários da Secretaria de Obras do município iniciaram as demolições das casas ainda em construção.

E um dos assentamentos, localizado à beira da Avenida Presidente Keneddy, no bairro Pilar, o clima chegou a ficar tenso no final da manhã, com os moradores prometendo resistir à remoção. No entanto, a presidente da associação de moradores, Cristina Almeida dos Santos, garantiu que a resistência seria pacífica. Ela informou que o assentamento começou a ser construído em setembro de 2012 sobre uma área abandonada, que era usada como desova de objetos roubados.

“Nós vamos tentar resolver da melhor maneira possível, pacificamente, como fizemos desde o início”, afirmou Cristina.

Ela contou que ajudou a planejar o assentamento juntamente com moradores. Muitos deles vivam de aluguel em residências do bairro e decidiram construir suas casas no terreno. Ela afirmou que os moradores não sabiam que a área era contaminada por produtos químicos. Segundo Cristina, a região fica a cinco quilômetros da fábrica abandonada, onde foi o foco da contaminação.

No início do mês, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, anunciou que o estado tem 141 áreas mapeadas que contém concentrações de poluentes acima do nível tolerado pela saúde humana. Uma delas é a Cidade dos Meninos, em Caxias. Outras 600 áreas estão sob investigação da secretaria.

Fonte: G1