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Seguidores do candomblé protestam contra projeto de lei que proíbe animais em rituais do candomblé

 

Seguidores do candomblé realizaram um protesto na tarde desta segunda-feira (6) na Câmara Municipal de Salvador contra o projeto de lei, de número 308/2013 que proíbe animais em rituais do candomblé, o projeto foi  apresentado pelo vereador Marcell Moraes do (PV).De acordo com o projeto, o objetivo é substituir os animais por plantas e frutas durante as rezas.

Os manifestantes levaram cartazes, com as frases “Meu orixá não é vegetariano” e Abolição animal. Eles merecem respeito”, por exemplo.

Uma sessão na Casa discutiu o projeto polêmico e foi transformada em especial para dar voz aos manifestantes. De acordo com a assessoria de comunicação da Câmara, diversos vereadores, de diferentes partidos, posicionaram-se pela inconstitucionalidade da proposta.

A vereadora Fabíola Mansur (PSB), por exemplo, foi uma das que considerou o projeto inconstitucional.

Ainda de acordo com a assessoria da Casa,o vereador Marcell Moraes compareceu à sessão, mas não se pronunciou, não atendeu ao apelo para que retirasse ao projeto e saiu do plenário, o que impossibilitou a votação em regime de urgência urgentíssima. Uma reunião extra da Comissão de Constituição e Justiça foi agendada para 11h desta terça-feira (7) para emitir e votar parecer contrário à aprovação do projeto.

Em entrevista,Marcell disse que toda polêmica criada contra o seu projeto é para atender a interesse pessoais. Segundo ele, o que está acontecendo é falta de informação e muita politicagem, alegando que alguns vereadores querem ganhar espaço, agregando o movimento do candomblé contra o seu projeto.

O vereadorr Marcell Moraes ressaltou que não é contra a religião e sim a favor dos animais. “Eu fui eleito para defender os animais e vou fazer isso até o último dia do meu mandato.Questionado sobre a tradição dos rituais do candomblé, o vereador disse que o mundo evoluiu e as religiões devem fazer o mesmo. “As religiões têm que se adaptar ao novo século, a evolução do ser humano. O povo acha certo que uma mulher seja morta a pedradas por trair o marido como acontece no Oriente Médio? Então, tem tradições que devem ser quebradas”, acrescentou.

Segundo alguns seguidores do candomblé todos os animais sacrificados nos rituais são consumidos pelos que participam da festa, só que a diferença para um restaurante, por exemplo, é que é feita uma reza para oferecer aos orixás. “Não é um ato bárbaro. Os animais são consumidos por quem comparece, só que é proferido aos orixás”, explicou.