
Segundo a Subsecretaria de Comunicação Social do Estado do Rio, cerca de 50 produtores participaram da inauguração do espaço que vai funcionar no pavilhão do produtor rural, também conhecido como Pavilhão 30 da Ceasa-RJ, em Irajá. Rosas, orquídeas, gérberas, tulipas e lírios estão entre as mais de 30 espécies de flores de cortes e plantas ornamentais do novo mercado de flores do Rio de Janeiro, inaugurado no último sábado (04/05).
Produzidas por agricultores de Bom Jardim, Nova Friburgo, Guapimirim, Petrópolis, Teresópolis, Itaboraí e Campo Grande, as plantas vão atrair varejistas, decoradores e empresários de diversos bairros da cidade. Mesmo diante de toda produção no estado, o segundo maior mercado da América Latina tinha apenas um ponto de venda de flores: a loja do floricultor Sergio Roma.
– Estou aqui há 24 anos e estou muito feliz em ver a criação do mercado de flores. Precisávamos desse espaço. O Rio ganha mais uma opção além da Cadeg e nós, produtores, mais oportunidade. Acredito que minhas vendas vão aumentar em 50% e que meu público terá um novo perfil – prevê Sergio Roma, que mora em Vila Valqueire e planta em Guapimirim.
Preocupado em fortalecer a agricultura familiar no Rio de Janeiro, o secretário de Desenvolvimento Regional, Felipe Peixoto, destacou que a criação do novo mercado de flores protege os pequenos produtores.
– Não consegui entender por que o Ceasa-RJ não tinha um espaço para as flores produzidas no estado. Agora estamos mostrando que a agricultura familiar tem vez. É o começo de uma nova realidade – afirmou o secretário.
De acordo com o diretor-presidente da Ceasa-RJ, Leonardo Brandão, a previsão é triplicar o número de comerciantes trabalhando no mercado, chegando a 150 produtores em dezembro de 2013. Quanto ao público, cuja média é de 80 mil pessoas por dia, a expectativa é de um aumento de 30% no número de visitantes.
– A Ceasa trabalha muito com atacadistas, mas estamos diversificando esse público ao trazer pequeno produtores. Aos sábados, temos feira de varejo que atrai os moradores da região também – exemplificou Brandão.
Para aumentar o movimento no centro comercial, a administração planeja transformar o centro comercial em um polo gastronômico, com bares, lojas de artesanato, adegas e espaço para shows.
– Estamos investindo em infraestrutura, organização e segurança. Temos a missão de transformar a Ceasa em um shopping a céu aberto. Estamos licitando uma área para restaurantes e temos a ideia de ter shows com música, para que possamos nos tornar numa opção de lazer para a região – afirmou o diretor-presidente.