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Bola foi condenado a 22 anos de prisão pela morte e ocultação do cadáver de Eliza Samudio

 

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O réu e ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi condenado a 22 anos de prisão  pela morte e ocultação do cadáver da ex-modelo Eliza Samudio, 19 em regime fechado por homicídio e três em regime aberto pela ocultação.

A sentença foi lida pela juíza Marixa Fabiane Rodrigues Lopes, que presidiu o júri, na noite deste sábado (27) . O júri popular, formado por sete moradores de Contagem, onde foi realizado o julgamento, decidiu pela condenação depois de seis dias de julgamento.

Classificado como uma “pessoa agressiva e impiedosa” pela juíza , Bola, que já está preso há três anos, não poderá recorrer em liberdade.

O depoimento do réu começou no início da madrugada deste sábado (27) e foi interrompido à 1h30. Ele negou, nesta primeira parte, que tenha matado Eliza Samudio, e disse que está preso injustamente há três anos, Bola se recusou a responder várias perguntas feitas pelo promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro e se declarou inocente diante da acusação de ter recebido dinheiro para matar Eliza, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, ele afirmou:

— Jamais faria isso e muito menos matar alguém.

Durante o interrogatório, que começou na noite de sexta-feira, o ex-policial contou que o único réu do processo que conhecia era Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, com o qual já havia falado por telefone, e disse que só viu Eliza Samudio pela TV.

Segundo a Justiça, Eliza Samudio, de 25 anos, foi morta durante uma briga pelo reconhecimento da paternidade do filho, Bruninho. Em junho de 2010, Eliza desapareceu.

Nove pessoas foram denunciadas por participação no crime. O ex-goleiro do Flamengo pegou 22 anos e três meses de cadeia. Macarrão, ex-faz-tudo do jogador, foi condenado a 15 anos de prisão.

Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada de Bruno, foi condenada a cinco anos por sequestro e cárcere privado de Eliza e Bruninho, crimes pelos quais Dayanne Rodrigues, ex-mulher de Bruno, foi absolvida. Um primo de Bruno, Jorge Luiz Rosa, menor de idade à época, foi condenado a medida socioeducativa e já está em liberdade.