
O Consórcio Maracanã S/A, formado pela construtora Odebrecht, pela IMX, de Eike Batista e pela AEG, ofereceu outorga de R$ 5,5 milhões anuais ao Estado do Rio, a serem pagos em 33 parcelas, totalizando R$ 181,5 milhões, que não representa nem 14% dos investimentos públicos realizados pelo estado, que, desde 2005, somam R$ 1,23 bilhão. O grupo Maracanã S/A, saiu na frente na concorrência para administrar o Maracanã durante os próximos 35 anos. A proposta do Consórcio Maracanã S/A, é maior do que a oferecida pelo consórcio Complexo Esportivo e Cultural do Rio, formado pela construtora OAS, pelo Stadion Amsterdam N.V. e pela Lagardère Unlimited, único concorrente do grupo de Eike, que foi de R$ 4,7 milhões por ano, também em 33 parcelas, totalizando R$ 155,1 milhões.Os valores foram revelados nesta terça-feira (16), após a segunda abertura de envelopes realizada pela Comissão Especial de Licitação para a gestão do Complexo do Maracanã, em sessão pública realizada no Palácio Guanabara.
O processo de licitação é contestado pelo Ministério Público, que chegou a paralisar a concorrência através de uma ação judicial na semana passada.O Ministério Público argumenta que o regime de parceria público-privada proposto não compensa os investimentos públicos realizados pelo estado, que, desde 2005, somam R$ 1,23 bilhão. A Justiça cassou a liminar e o governo prosseguiu com as aberturas de envelopes. Um dos problemas apontados pelo Ministério Público é que a IMX, empresa de Eike, teria vantagem no processo por ter sido a única a realizar estudo para a licitação. O Ministério Público também contesta as propostas para a derrubada de equipamentos esportivos do complexo, como o Parque Aquático Júlio Delamare e o Estádio de Atletismo Célio de Barros, para a construção de um edifício garagem.