
Os jurados do 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro absolveram, por maioria de votos, os réus Rogério e Renato de Andrade. Os irmãos eram acusados de homicídio qualificado contra o primo, Paulo Roberto de Andrade, e seu motorista, Haroldo Alves Bernardo, assassinados em outubro de 1998.
A sessão de julgamento foi presidida pela juíza Elizabeth Machado Louro. Tanto o Ministério Público quanto a defesa sustentaram, em plenário, a tese de ausência de comprovação da participação dos réus nos crimes. O julgamento, que começou às 12h10, terminou por volta de 23h30 desta quarta-feira (10).
Apenas Renato de Andrade esteve presente no julgamento. Seu irmão, Rogério de Andrade, não compareceu à sessão, alegando problemas de locomoção, conforme atestado apresentado pela defesa e deferido pela juíza.
Rogério havia sido condenado a 19 anos e 10 meses de prisão pelos crimes em 2002, mas teve o julgamento anulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Quatro testemunhas de acusação e seis de defesa foram convocadas. O juri foi composto por duas mulheres e cinco homens.
Paulo Roberto de Andrade, era filho do bicheiro Castor de Andrade, Paulinho sucedeu o pai no comando da contravenção na Zona Oeste. Ele foi morto a tiros em um dos pontos mais movimentados da Barra: a esquina da Avenida das Américas com Rua Ministro Afrânio Costa. Por trás do crime, está a disputa de poder na máfia do jogo do bicho.
Falha no julgamento
Em 2002, Rogério foi condenado a quase 20 anos. Mas o julgamento foi anulado pelo Superior Tribunal de Justiça porque a juíza Maria Guerra Guedes, hoje desembargadora, deveria perguntar primeiro aos jurados se ele mandara matar, mas optou por questionar se o crime era qualificado, por motivo fútil. O erro jogou o julgamento no “lixo”.