Em editorial publicado hoje (10) no jornal do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, Rodong Sinmun, o governo norte-coreano ameaça transformar o Japão em um “campo de batalha”, indicando a realização de ataques às principais cidades – Tóquio, Osaka e Quioto -, se houver eventuais ações por parte das autoridades japonesas.
No texto, o governo norte-coreano menciona a expressão “destruição” do Japão, caso as autoridades japonesas atuem “politicamente” contra a Coreia do Norte. “O Japão está perto do nosso território, portanto não poderá fugir aos nossos ataques”, diz o editorial, que cita cinco cidades, nas quais vivem 127 milhões de japoneses. “Todo o território do arquipélago japonês se transformará em um campo de batalha”.
De acordo com o editorial, o poder bélico da Coreia do Norte é incalculável. “O Exército da Coreia do Norte é absolutamente capaz de fazer ‘ir pelos ares’ as bases militares, não apenas no Japão, mas também em outras áreas da região da Ásia e do Pacífico”.
O texto acrescenta que o atual regime japonês tem optado pelo risco militar, intensificando a política hostil contra a Coreia do Norte em linha com a política dura dos Estados Unidos de reprimir a força das armas. Os movimentos hostis por parte do Japão contra a Coreia do Norte só poderão resultar na sua autodestruição”.
A fronteira terrestre entre a Coreia do Norte e a China foi fechada hoje (10) para turistas. A medida ocorre em meio ao agravamento das tensões, causado pela ameaça dos norte-coreanos de promover ataques nucleares em direção à Coreia do Sul, podendo atingir o Japão e bases dos Estados Unidos.
A China é o principal aliado da Coreia do Norte e fornecedor da grande maioria do produtos para o país, além de prestar apoio permanente ao governo. O comércio da China com a Coreia do Norte foi estimado em US$ 1,31 bilhão no primeiro trimestre deste ano, cerca de 7,2% menos do que no mesmo período do ano passado.
A maioria das pessoas que passa pela fronteira entre a Coreia do Norte e a China é formada por empresários chineses ou norte-coreanos que trabalham ou têm negócios em território chinês. O tráfego de turistas na fronteira é limitado a grupos chineses.
O comando conjunto das Forças Armadas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos elevou hoje (10) em um nível seu sistema de alerta na Península Coreana em decorrência dos indícios de possíveis testes com mísseis por parte da Coreia do Norte. As tropas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos alteraram o sistema denominado Watchcon 3 para Watchcon 2, algo que ocorre quando há ameaças consideradas graves.
O Exército da Coreia do Sul também está em alerta para supervisionar e analisar os últimos avanços nos preparativos norte-coreanos. A Coreia do Sul colocou navios com sistemas de intercessão de mísseis Aegis na Costa do Mar Amarelo e do Mar do Este, além de sistemas de radar de defesa, enquanto o Japão instalou sistemas antimíssil em Tóquio, a capital.
Pelas imagens obtidas por satélite nos últimos dias, os especialistas preveem que a Coreia do Norte transportou mísseis de médio alcance para a Costa Leste e os posicionou em plataformas de lançamento.
De acordo com especialistas, os projéteis têm alcançe de 3 mil a 4 mil quilômetros, podendo atingir o Japão e bases norte-americanas nas Ilhas Guam, no Pacífico. A expectativa dos sul-coreanos é que os testes ocorram no próximo dia 15, quando haverá cerimônias em homenagem ao fundador da Coreia do Norte, Kim Il-sung, avô do atual líder Kim Jong-un.
Fonte Agência Brasil.