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Evidências indicam que médica pode ser culpada por mortes em Hospital Evangélico

 

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Um relatório que revela outros dados sobre a conduta da médica e ex-chefe da UTI do Hospital Evangélico de Curitiba, Virgínia Soares de Souza, foi entregue pela Polícia Científica do Paraná ao Ministério Público do Estado (MP-PR). Ela, e membros de sua equipe, são acusados como a responsáveis pela morte de sete pacientes.

O relatório considera os prontuários de janeiro de 2006 a fevereiro deste ano. De acordo com as informações levantadas, dos 346 casos analisados, em 317 deles os pacientes morreram no mesmo dia em que houve prescrição médica de Virgínia Soares.

O advogado de defesa da médica, Elias Mattar Assad, contesta os dados, sob o argumento de que o documento não tem valor científico. “Discordo dessa conclusão, pois não é científica e um conjunto de coisas que não provam é igual à prova nenhuma”, diz.

Virgínia é acusada de homicídio qualificado e formação de quadrilha pela morte dos sete pacientes. O Ministério Público também indiciou outras sete pessoas que trabalhavam no hospital por terem feito uso de medicamentos que provocariam paralisações musculares.

Para justificar a utilização dos remédios, o advogado de defesa se embasa na literatura médica. “Em conversa com minha cliente, ela reafirmou que tudo o que foi feito dentro da UTI está compreendido na literatura médica e questionou se, caso tivesse feito algo errado, deixaria essas supostas evidências nos prontuários?”, completou Elias.

O caso permanece sendo investigado pelo Núcleo de Repressão a Crimes Contra a Saúde (Nucrisa) e teve início em março do ano passado por meio de denúncias anônimas de pessoas que atuavam na UTI junto à Corregedoria do Estado, que as repassou ao Ministério Público. Outros 21 casos continuam sendo investigados pela polícia, assim como diretores do hospital nos últimos anos.