Dez criminosos estão na lista de mais procurados do país, segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Entre eles estão André do Rap, procurado desde outubro de 2020, quando foi solto da prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF); e Maria do Pó, condenada a 54 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, após envolvimento no desaparecimento de 340 quilos de cocaína do Instituto Médico-Legal (IML) de Campinas em 1999.
A lista, criada em 2020 por Sergio Moro, então ministro da Justiça, foi divulgada com 26 nomes. A atualização é feita mensalmente e alguns procurados já foram encontrados.
Veja os nomes e os crimes pelos quais são suspeitos ou foram condenados, segundo o Ministério da Justiça:
O Baixinho: tem envolvimento no roubo a um centro de distribuição em Louveira (SP) e também é suspeito de participar do roubo à empresa de valores no Paraguai.
Juanil Miranda: ex-guarda civil municipal de Campo Grande (MS), integrante de uma milícia ligada ao jogo do bicho. Condenado pelo Tribunal do Júri pela execução do delegado Paulo Magalhães Araújo. Suspeito de envolvimento na morte de Orlando da Silva Fernandes “Bomba”, ex-chefe de segurança de Jorge Rafaat Tuonami.
Caipira: considerado um dos maiores traficantes do Brasil, possuía ligações com Juan Carlos Abadia e o cartel do Vale do Norte na Colômbia. Fazia parte do núcleo de uma organização responsável pelo translado de cocaína vinda do Paraguai e da Bolívia para o Brasil, sendo responsável pela distribuição do produto no estado de São Paulo. Foi preso em 2013 em Fortaleza (CE) mas obteve transferência para Juiz de Fora (MG) e lá conseguiu prisão domiciliar.
Leozinho: membro da maior facção criminosa do Rio de Janeiro, possui conexão com as Farc e foi braço direito de Luis Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Acusado de ser um dos operadores da Conexão Atibaia, onde era um dos responsáveis pela logística de operações envolvendo o envio de cocaína do Paraguai para um aeroclube em Atibaia (SP).
André do Rap: apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios de São Paulo, o traficante André Oliveira Macedo, de 43 anos, conhecido como André do Rap, estava preso desde setembro de 2019 e foi solto em 2020. Deixou a Penitenciária de Presidente Venceslau, no interior paulista, após ter um habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello. Horas depois, o presidente do STF, Luiz Fux, suspendeu a decisão e determinou o retorno de André à prisão.