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Israel sacrifica milhares de aves por ameaça de gripe aviária


Para conter um surto de gripe aviária, dezenas de milhares de aves estão sendo sacrificadas em Israel. Mais de 5 mil grous migratórios já morreram na Reserva Natural de Hula.

O ministro do Meio Ambiente, Tamar Zandberg, classificou o momento como o “o pior golpe para a vida selvagem” na história de Israel.

Os fazendeiros locais também foram forçados a abater meio milhão de galinhas, gerando temores de uma possível escassez de ovos.

Até o momento, nenhuma transmissão do vírus A (H5N1) para humanos foi relatada.

Imagens publicadas pela Autoridade de Parques e Natureza de Israel mostraram guardas florestais em trajes de proteção usando um bote para recuperar os grous mortos do Lago Hula, com objetivo de evitar que outros animais selvagens sejam infectados.

Os vírus da gripe aviária ocorrem naturalmente em aves aquáticas migratórias, que tendem a não desenvolver sintomas.

De acordo com o jornal Times of Israel, o primeiro surto de gripe aviária em Israel neste outono foi relatado em 18 de outubro em Moshav Nahalal, no Vale de Jezreel, cerca de 60 km a sudoeste da Reserva Natural de Hula.

Em novembro, foram registrados casos em um kibutz (fazenda coletiva) e em duas granjas.
Em 20 de dezembro, a Agência Canadense de Inspeção de Alimentos (CFIA, na sigla em inglês) confirmou a presença de Influenza Aviária (AI) de alta patogenicidade, subtipo H5N1, em uma propriedade dedicada a exposições multiespécies na Península de Avalon, na porção insular de Newfoundland and Labrador. O estabelecimento afetado não produz aves para venda.
Como as aves infectadas estavam localizadas em uma granja de exibição, e nenhum outro caso semelhante à gripe aviária foi relatado nas proximidades da propriedade, o status do Canadá como ‘livre de IA’ permanece em vigor de acordo com orientação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE ).

A França detectou um novo surto de gripe aviária (H5N1) em uma fazenda em Beaufou, no oeste do país. O caso foi confirmado pela Anvol, grupo que representa a indústria avícola francesa. O caso marca o primeiro surto na região do país, representando a disseminação do problema.

A gripe aviária está se espalhando pela Europa nos últimos meses e coloca toda a indústria em alerta já que no último surto, milhões de aves precisaram ser abatidas. O presidente da Anvol, Yann Nedelec, afirmou que a França já perdeu 600 mil aves durante o último surto.
O primeiro caso do problema aconteceu em 26 de novembro no norte da França, mas segundo Nedelec, a região já está sob controle e não se preocupa mais com a gripe aviária. No entanto, o vírus se espalha por outras fazendas do país, principalmente na região sudoeste.
A H5N1 não tem muitos casos de infecção em humanos: segundo o site do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, desde novembro de 2003, foram registrados pouco mais de 700 casos humanos da gripe aviária, em regiões como Ásia, África e Oriente Médio.

Apesar de raro, porém, um caso de infecção por H5N1 pode trazer diversos problemas: dos poucos casos mencionados pelo CDC, cerca de 60% deles resultaram em morte da pessoa infectada. Normalmente, essa gripe ataca o sistema respiratório, causando problemas como pneumonia e falência respiratória.