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Polícia prende 3 PMs suspeitos de integrar milícia de São João de Meriti

Agentes da Delegacia de Homicídios da Capital fizeram uma operação nesta quarta-feira (15) para desarticular uma milícia que atua em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Segundo a polícia, até as 13h40, sete homens haviam sido presos, incluindo três policiais militares (veja a lista mais abaixo).

A 1ª Vara Especializada da Capital expediu 13 mandados de prisão e 28 de busca e apreensão.

De acordo com a investigação, a milícia conhecida como “Comunidade amiga” ou “Carlinho Azevedo” atua nas localidades da Malvina, Venda Velha, Parque José Bonifácio e Pau Branco, em São João de Meriti.

A investigação teve início a partir de inquéritos que apuravam homicídios ligados à quadrilha formada por quatro policiais militares e ex-PMs.

Os investigadores identificaram que o grupo atuava explorando sinal de TV clandestino, venda de gás, de água, além de práticas de agiotagem, extorsão a comerciantes com a cobrança de taxas de segurança e controle sobre pontos de mototáxi, mediante ameaças e violência.

Segundo os policiais, o PM Nilson Miranda de Carvalho Neto, conhecido como Samurai ou Ninja, apontado como chefe do grupo, mesmo preso, exercia o controle e recebia valores provenientes das extorsões do grupo.

Além de Nilson de Carvalho Neto, foram denunciados:

Thiago Gutemberg de Almeida Gomes, conhecido como Curisco (preso);
Wesley Silva de Almeida, o Nanaiga ou Chanaiga (preso);
Paulo Vitor Viana Firmino, o PV;
Bruno Barbosa de Abreu, o Bruno do Pau Branco;
Leandro da Silva Arante, o Neguinho Menor (preso);
Carlos Henrique Silveira dos Santos, o Nego do Gás (preso);
Cristiano Militão de Souza, o Cabelinho;
Douglas Alves da Silva, o Cupim;
Alan dos Santos Farias, o Paraíba (preso);
Alex Bonfim de Lima Silva, o Alex Armeiro (preso);
Wallace Patrique Cardozo Lucas;
Marcos Antônio Roque de Lima, o Tonho da Água (preso).

A operação foi realizada por agentes da Delegacia de Homicídios da Capital, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/RJ), do Ministério Público, e com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).
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