Uma mulher foi presa em flagrante após agentes da Delegacia de Proteção ao Meio
Ambiente chegarem de forma repentina em um areal clandestino, em Seropédica, na Baixada Fluminense. No Rio de Janeiro, a extração ilegal de areia é um dos crimes ambientais mais comuns.
Carla de Lima foi presa em flagrante por operação irregular e extração de minério sem autorização legal, já que a empresa não tinha permissão para atuar no ramo da mineração. Além dela, dois suspeitos foram autuados, no entanto, foram liberados por falta de provas.
No local, os policiais encontraram o solo já desgastado pela ação dos criminosos, com máquinas para o garimpo em pleno funcionamento e caminhões aguardando para serem carregados. Geralmente o material é vendido para construção civil, rendendo um lucro alto aos exploradores.
“A atividade de extração ilegal de recursos minerais, ela é altamente poluidora do meio ambiente. Além do mais, ela gera grandes lucros para as pessoas que as exploram. No caso da nossa diligência, nós identificamos que essa atividade estava em andamento há cerca de dois anos e gerava um lucro mensal na casa dos 200 mil reais”, delegado Leandro Aquino.
Segundo denúncias de ambientalistas, 70% dos areais em Seropédica são clandestinos. Só o município retira diariamente cerca de 130 metros cúbicos de areia.
A prática de extração ilegal desse material traz prejuízos ao meio ambiente irreparáveis, segundo o ambientalista, Sérgio Ricardo. “Essa atividade, ela é altamente predatória, por que ela contamina o solo, lençol freático, e toda essa poluição acaba desaguando na baía de Sepetiba”.
Diversos órgãos ambientais participaram da operação. O local foi lacrado e o maquinário apreendido