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Marido matou professora desaparecida há um ano

 Reinaldo da Silva Bandeira foi  indiciado pela Polícia Civil como o assassino da mulher, a professora Tamires Cristina Bandeira, até então dada como desaparecida após sair de casa no Complexo do Alemão.  A Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) concluiu que o crime foi cometido após ele descobrir uma mensagem amorosa no telefone da vítima, a professora Tamires Cristina Bandeira foi morta dentro de casa e o corpo ficou por três dias na residência antes de ser ocultado, segundo a polícia. Os restos mortais da mulher nunca foram encontrados.
“Vou provar minha inocência, e isso tudo vai acabar, infelizmente estão acusando a pessoa errada!
Mídia menti muito cara revoltado (sic)”, escreveu Reinaldo sobre a acusação de que matou a mulher.
Na época do crime, Reinaldo chegou a inventar uma história de que a esposa teria desaparecido. A família da vítima chegou a visitá-lo, mas ele não deixou que entrassem na casa, apenas conversou pela janela.

 

Dias após o “desaparecimento”, o marido fez registro do caso na Cidade da Polícia. Reinaldo – que estava com marcas de unhas no pescoço – chorou e disse que a mulher havia saído de casa para fazer um exame no Cachambi, na Zona Norte, e em seguida iria a Madureira para trocar roupas para o filho.

Depois disso, ele disse que Tamires não teria mais atendido o telefone. O homem confessou que eles haviam brigado um dia antes, mas que a discussão “era algo comum de casal”.

A denúncia foi aceita pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) e aguarda da decisão da justiça sobre o mandado de prisão de Reinaldo e seu pai, que ajudou a ocultar o corpo. Para os policiais, ao contrário do que contou o marido à polícia, Tamires nunca saiu de casa para fazer exames médicos no Cachambi, muito menos para trocar roupas para o filho em Madureira. A história foi inventada pelo homem para que as investigações fossem confundidas e atrapalhadas.
Segundo a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), houve uma discussão no dia do crime, 23 de junho, e a professora foi morta dentro de casa e o corpo teria ficado na residência do casal por três dias, até ser retirado por Reginaldo dos Santos Bandeira, pai do assassino, que ocultou o corpo. A briga foi motivada por uma mensagem de um outro homem no celular da vítima.
“Esse crime foi uma falta de respeito como a vítima. Ela foi morta de forma cruel e não teve direito de ter um enterro digno. Eles sumiram com o corpo dela, que até hoje não foi encontrado”, disse a delegada Elen Souto, titular da DDPA.
O inquérito,  aponta que Reinaldo teria deixado o corpo da professora em um dos quartos e se escondeu em casa para que vizinhos e parentes não o visse. O crime pode ter sido cometido em um cômodo ao lado de onde estava o filho do casal que tinha apenas três anos de idade, no dia do crime. Por três dias, o corpo de Tamires teria ficado na casa.
De acordo com a DDPA, no domingo, 25 de junho, o marido da vítima ligou para o pai, Reginaldo dos Santos Bandeira, pedindo ajuda para esconder o corpo. Segundo o relatório da Polícia Civil, na madrugada da segunda-feira, dia 26, Reginaldo saiu do Engenho da Rainha, onde mora, e foi ao local do crime em um carro e teria ajudado o filho a retirar o corpo da professora.
Testemunhas viram o pai chegando de carro na casa de Reinaldo durante a madrugada. Ele morava no bairro Engenho da Rainha e nunca tinha visitado o filho no Complexo do Alemão. Uma vizinha chegou a ver Reinaldo lavando o chão da cozinha e estranhou, porque ele não tinha o costume de fazer isso. Na época do crime, o filho do casal tinha apenas 3 anos.
A Polícia Civil concluiu pelo crime de feminicídio após verificar imagens de câmeras, depoimentos de testemunhas e também quebrar o sigilo telefônico dos envolvidos. “As investigações continuam e temos certeza que foi feminicídio com a ocultação do corpo de Tamires”, disse a delegada Ellen Souto, titular da DDPA.
 
Reinaldo com marcas de unha da briga que teve com a mulher no dia que teria ocorrido o crime