Segundo informações preliminares, a adolescente teria sido morta com uma pedrada na cabeça após ser abusada sexualmente . Ainda de acordo com a tia de Eduarda, ao lado do corpo da jovem havia um preservativo usado.
— A dor maior é ter encontrado minha sobrinha da forma que foi morta. Só vamos saber quem realmente foi depois do laudo. Foi encontrada uma camisinha do lado dela, e estava com esperma do sujeito. Foi constatado o estupro, tentaram enforcá-la, mas não conseguiram. Bateram com uma pedra na cabeça dela e ela morreu por hemorragia. Isso aconteceu com ela na madrugada de quarta pra quinta — disse a tia de Duda, como a vítima era chamada pelas pessoas próximas.
De acordo com ela, a jovem visitou sua família no início da semana antes de desaparecer. Depois, só mantiveram contato com ela era a mãe e a irmã, “para quem ela ligava pra dizer que estava bem e que estava na casa de uma amiga”, afirmou.
Os parentes, porém, não receberam mais informações sobre essa amiga mencionada por Duda.
— Ela não dizia onde era pra mãe. Ela só falou para uma amiga, que veio até nós e falou que ela estava em Angra. Aí ela mandou uma mensagem para o WhatsApp da mãe dela pedindo com urgência R$ 70. A mãe dela perguntou pra que era, aí já era tarde demais. Ela mandou a foto do comprovante, só foi visualizada. Ela não respondeu mais a mãe — acrescentou a tia.
A 166ª DP (Angra dos Reis) instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias do crime, cuja autoria permanece desconhecida. Na manhã de quinta-feira, policiais do 33° BPM foram à Rua Ouro Preto, no bairro Nova Angra, após receberem denúncias e acionaram a perícia da Polícia Civil.