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Bombeiro ex-vereador do Rio vira réu

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A Justiça fluminense aceitou denúncia do Ministério Público estadual contra o ex-vereador Márcio Gárcia. Ele foi um dos bombeiros presos em 2011, quando houve a invasão do Quartel-general da corporação. Tudo ocorreu durante uma greve da categoria.

Na denúncia aceita, o ex-vereador é acusado de nomear 22 servidores fantasmas para o gabinete dele. Conforme apurado nas investigações, o esquema teria causado prejuízo de R$ 1,6 milhão aos cofres públicos. Ao todo, 20 pessoas vão responder a esse processo na Justiça.

Na campanha, a proposta do então candidato era promover a renovação política e aproximar as categorias de trabalhadores do poder público. Na prática, segundo a denúncia , Marcio Garcia promoveu o desvio milionário dos cofres do Rio

O promotor Claudio Calo afirma que Garcia liderou uma organização criminosa que usava o mandato dele de vereador como forma de enriquecimento ilícito, com a ajuda de outros cinco bombeiros militares, que também foram denunciados pelo MP.

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A invasão aconteceu na noite de sexta-feira 3 de junho de 2011. Mais de dois mil bombeiros e parentes, inclusive crianças, invadem o Quartel-general da corporação, no Centro do Rio, protestando por melhores salários e condições de trabalho.

Na manhã seguinte, policiais do Batalhão de Operações Especiais, o Bope, entraram no quartel com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. Naquele dia, 439 bombeiros foram presos, entre eles o major Márcio Garcia. Uma semana depois, todos foram soltos.

Em 9 de fevereiro de 2012, após uma assembleia que contou com cerca de três mil pessoas, bombeiros e policiais civis e militares do Rio decidem entrar em greve por reajustes salariais. A paralisação durou quatro dias.

No mês seguinte, 13 bombeiros apontados como líderes da paralisação foram expulsos da corporação. Em outubro do mesmo ano, o major bombeiro Márcio Garcia é eleito vereador da do RIo, para o mandato de 2013 a 2016.