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CPI apura irregularidades no fundo de previdência municipal do Rio

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal do Rio de Janeiro iniciou hoje (5) os trabalhos para apurar se existem irregularidades na gestão do Fundo de Previdência dos Funcionários do Município do Rio de Janeiro.

“O fundo é uma espécie de caderneta de poupança dos 120 mil funcionários e 80 mil pensionistas e aposentados do município. Nos últimos anos, ficou claro que há algo errado nele, uma vez que a prefeitura precisou retirar dinheiro do Tesouro para garantir o pagamento dos inativos”, disse o presidente da CPI, vereador Paulo Pinheiro (PSOL).

A CPI foi instaurada a partir da assinatura de 17 vereadores. Nesta segunda foram feitos levantamentos das contas do fundo e foram solicitados documentos ao Tribunal de Contas do Município (TCM). Técnicos do tribunal e ex-gestores também serão chamados para prestar depoimento a respeito do assunto.

Pinheiro informou que o presidente do Tribunal de Contas da Município, Thiers Montebello, se dispôs a designar um servidor da Coordenadoria de Auditoria Geral (CAD) e outro da 5ª Inspetoria Geral de Controle Externo (IGE), inspetoria especializada no exame dos atos de admissão de pessoal, aposentadorias e pensões, para acompanhar as audiências da CPI e, eventualmente, esclarecerem dúvidas.

Segundo levantamento feito pelo Tribunal de Contas do Município, o rombo no fundo previdenciário seria de pelo menos R$ 2 bilhões. Há alguns anos, prédios da prefeitura foram repassados para o fundo.