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STJ autoriza prisão domiciliar da mulher de Sérgio Cabral

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu, na noite desta sexta-feira (24), uma liminar que autoriza a volta da advogada Adriana Ancelmo, milhar do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, à prisão domiciliar, a decisão é da ministra Maria Thereza de Assis Moura. Adriana está presa desde dezembro do ano passado e é ré por organização criminosa e lavagem de dinheiro. O advogado dela, Guilher Vieira, afirma que os termos da decisão do STJ são equivalentes definidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 1ª instância da Justiça Federal. Adriana deve ficar em um imóvel sem linha telefônica e sem acesso à internet. O local deve passar também por vistoria. “A vistoria já havia sido feita por uma equipe contratada e comunicada na última segunda-feira. Apresentaremos um auto-complementar dizendo que tudo foi comprido. De posse da decisão, o juiz deve enviar a PF para constatar que tudo foi realizado para depois expedir o alvará de soltura”, explica Vieira. Bretas atendeu a um pedido da defesa, em função de Adriana ter dois filhos menores, um de 11 e outro de 14 anos. A decisão, no entanto, foi derrubada três dias depois pelo desembargador Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), a pedido do Ministério Público Federal (MPF). Adriana Ancelmo deve deixar o Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio, na próxima segunda-feira.