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Presa irmã que contratou chacina da família da irmã adotiva

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Policiais da 124ª DP (Saquarema) prenderam, na tarde desta terça-feira no Espírito Santo, Simone Gonçalves Resende, por suspeita de envolvimento no assassinato de sua irmã adotiva Soraya Gonçalves Resende, 38, o marido, o diretor de eventos da OAB-RJ, Wagner Salgado, 43, e a filha do casal, Geovanna, 9. As vítimas foram executadas com tiros na cabeça enquanto dormiam, na madrugada do dia 17 de fevereiro, em São Gonçalo.

Segundo o delegado Leonardo Macharet, da 124ª DP, Simone foi localizada em Mimoso do Sul, no Espírito Santo, pelos agentes em apoio à ação dos policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG). De acordo com Macharet, os policiais receberam informações da localização de Simone e estavam no município há dois dias.

Diego Moreira da Cunha, de 23 anos, preso no dia 24, admitiu em depoimento na DHNSG que Simone o contratou para matar Soraya e a família. Um segundo atirador, identificado como Gabriel Botrel de Araújo Miranda, de 19 anos, já teve a prisão decretada pela Justiça. O pai de Gabriel, segundo a polícia, é instrutor de tiro e possui um stand de treinamento na casa de sua família, em Saquarema. Os agentes fizeram buscas no endereço, mas Gabriel não foi encontrado. Os agentes também apreenderam as três armas e o carro utilizado no crime.

Diego contou aos investigadores que conseguiu entrar no apartamento das vítimas com a ajuda de Matheus Resende Khalil, 23, filho de Simone.Matheus  se entregou à polícia, na  mesma semana em que o crime ocorreu, assim como seu irmão gêmeo, Lucas Khallil. Em seus depoimentos, eles contaram aos policiais que no dia do crime deixaram o irmão mais novo, de 15 anos, na casa da avó, que mora no mesmo prédio das vítimas.

A motivação do crime, segundo a polícia, seria uma briga judicial envolvendo o inventário do pai de Soraya e Simone, no valor de R$ 7 milhões. A ação tramita há cerca de 20 anos na 6° Vara Cível de São Gonçalo.

No local do crime, os peritos encontraram quatro dentes que teriam sido usados em um ritual de magia negra. Matheus contou aos investigadores que os dentes foram colocados no local pelos assassinos contratados por sua mãe.

Após a Justiça autorizar a quebra do sigilo telefônico de Simone, os agentes encontraram uma mensagem dela com um homem responsável por um terreiro, em Saquarema. Em um dos textos, ela pede para ele não esquecer da oferenda para “aquela entidade que mata”, sem citar o nome. Na quarta-feira, os agentes realizaram diligência no terreiro onde esse homem atuaria, mas o local estava fechado. O religioso será intimado a prestar depoimento.