Hermes Mathias da Silva, de 70, foi morto durante um tiroteio na Cidade de Deus o filho de Hermes afirma que onde aconteceu a morte do pai, não tem e nunca teve tráfico. Leonardo diz que seu pai foi assassinado por policias.
Leonardo contou que o pai estava conversando com vizinhos na porta de casa quando foi baleado. Ele havia acabado de tomar café e saído para encontrar as pessoas como fazia todos os dias. “No local, onde aconteceu a morte do meu pai, não tem e nunca teve tráfico igual eles (policiais) estão falando. Eles balearam o meu pai na Rua Augustinho Monteiro. Ele foi atingido na barriga”, contou o filho.O idoso era casado, tinha quatro filhos e nove netos. “O meu pai tinha o maior carinho pelos netos. Agora, eles estão lá em casa chorando e chamando por ele. O que vamos dizer?”, desabafou o filho da vítima que completou. “A vida dele é mais um número. Vai virar estatística. Mas vamos correr atrás para tentar justiça”, afirma.
Hermes chegou a ser levado pelos moradores para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da região onde teria sofrido uma parada cardíaca. Depois,para Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas morreu durante a cirurgia.
No momento em que a vítima foi baleada havia operação da Delegacia de Homicídios (DH) na região. Hermes cuidava de três netos, um deles com Sídrome de Down.
“Ele chegou a levantar os braços para cima e dizer que não era bandido. Que era morador. Mas mesmo assim eles atiraram no meu pai. É muito revoltante. Meu pai era um cidadão do bem. Os policiais atirando e mataram o meu pai”, acusou Leonardo Silva, de 31 anos, filho de Hermes Mathias da Silva, de 70. O idoso foi morto na manhã desta quinta-feira durante tiroteio na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio.
Ontem, em protesto, os moradores fecharam a Estrada Marechal Miguel Salazar Mendes de Morais. Em nota, a assessoria da Polícia Civil disse que a DH investiga de onde partiram os tiros e que “um dos baleados estava armado e teria trocado tiros com a Polícia”.