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Laudo aponta que Engenhão não precisava de reparos

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Reaberto depois de dois anos, a polêmica do fechamento do estádio Engenhão ainda está longe do fim. Um laudo feito pela DFA Engenharia e pela Controllato revela que o estádio não precisava de reparos.

O estudo, encomendado pelo Consórcio RDR, formado pelas empresas Racional, Delta e Recoma, apontou que o estádio estava seguro.

O professor da UFF, engenheiro Gilberto Couri, que participou do estudo, diz que o laudo que apontou problemas na cobertura do estádio não levou em consideração a região onde o estádio está localizado. Ele garante que a estrutura era segura e que não precisava de reparos.

Em nota, a prefeitura do Rio de Janeiro informou que interditou o local em 2013, após receber um estudo de uma empresa alemã que detectava problemas estruturais na cobertura da construção.

De acordo com a prefeitura, o estudo apontava que, em determinadas condições, como baixa temperatura e ventos fortes, a estrutura oferecia risco à segurança dos torcedores.

Com isso, o Consórcio Engenhão, o mesmo que encomendou o laudo que constatava os problemas na cobertura do estádio, foi o responsável pelos reparos nos danos. A obra custou 100 milhões de reais. Segundo a prefeitura, valor foi integralmente assumido pelo Consórcio Engenhão e não gerou gastos aos cofres públicos.

O Consórcio Engenhão afirma que o laudo foi elaborado pela empresa alemã SBP, maior especialista mundial no assunto, e qualquer manifestação técnica se dará exclusivamente no âmbito judicial. O Consórcio ainda ressalta que os gastos com a reforma estão sendo tratados judicialmente entre o Consórcio Engenhão e o Consórcio RDR.