Noticias

Empresários vendem água contaminada para escolas na Baixada Fluminense

210187-sinalizacao-perigo-agua-contaminada

A Polícia Civil do Rio quer a prisão de quatro empresários suspeitos de crimes de estelionato e venda de água imprópria para consumo humano. De acordo com investigação da 62ª DP (Imbariê), os suspeitos fraudavam a concorrência para o fornecimento de água em escolas de Duque de Caxias, município da Baixada Fluminense, e também entregavam aos colégios água que era captada em uma piscina e em poços artesianos.

Neste sábado (8), agentes da delegacia realizaram a segunda etapa da operação batizada de Hidra. Nenhum dos suspeitos foi preso, mas os mandados de prisão já foram expedidos pela Justiça.Os empresários considerados foragidos são Hélio Marcelo dos Santos Ramos, Reinaldo Souza Rocha e Raul de Souza Rocha.

O delegado Marcos Gomes Santana, titular da 62ª e responsável pela investigação, informou que na primeira etapa da operação Hidra foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências e nas sedes das empresas dos suspeitos.

Após um minucioso trabalho, realizando o cruzamento dos dados fornecidos pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro sobre a quantidade de água vendida para as empresas envolvidas no esquema fraudulento e as notas fiscais fornecidas pelas escolas, apurou-se que a empresa Bio Água não possuía cadastro na CEDAE para captação de água;

A H. M. dos Santos, em alguns meses, apresentava sua conta zerada e que a empresa R. J. Serviços de Transporte de Água Potável, já que não tinha cadastro, utilizava o da empresa R de Souza Serviço De Transportes.

A Polícia Civil também descobriu que no ano passado, a H. M. dos Santos, apesar de ter comprado apenas 330 (trezentos e trinta) mil litros de água da CEDAE, chegou a vender para as escolas 1.350.000 (um milhão e trezentos e cinquenta mil litros) de água.

Já a empresa R.J. de Souza Serviço de Transporte teria comprado 786.000 (setecentos e oitenta e seis mil) litros de água, mas vendeu 3.260.000 (três milhões, duzentos e sessenta mil) litros de água às escolas.

E a empresa Bio Água já conseguir vender mais de 7.700.000 (sete milhões e setecentos mil) litros de água para as escolas.

Durante as diligências, os agentes apreenderam notas fiscais de entrega de águas nas escolas, além de proposta já envelopada para um colégio constando as três empresas que iriam participar da concorrência.

Fora isso, os policiais também encontraram carimbos de todas as empresas no mesmo local, e outros documentos que comprovavam que as companhias de cada um dos suspeitos e mais uma quarta empresa – do filho de um deles – fraudavam a concorrência para fornecimento de água potável para as escolas estaduais da região.

O esquema funcionava da seguinte forma: os representantes apresentavam ao mesmo tempo três propostas para as escolas e combinavam os valores. O vencedor era definido de forma prévia. Além das fraudes, a polícia também descobriu que água imprópria para o consumo humano era fornecida pelas empresas a 13 escolas de Duque de Caxias.

Os investigadores encontraram os locais onde era captada a água  em uma piscina em um sítio localizado na Estrada Soledade, no bairro Taquara, e em poços artesianos em Caxias,na Rua Tupã, em Cantão, Xerém .