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Morte de traficante no Paraguai representa aumento da criminalidade no Brasil afirma Beltrame

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O empresário e narcotraficante Jorge Rafaat Toumani foi executado com vários disparos após cair em uma emboscada no início da noite desta quarta-feira (15), em Pedro Juan Caballero – cidade que faz fronteira com a brasileira Ponta Porã, a 323 km de Campo Grande. Rafaat foi condenado em 2014 por tráfico pelo juiz federal Odilon de Oliveira

Informações do jornal paraguaio ABC Color apontam que a execução ocorreu em uma rua do Centro de Pedro Juan, perto do mercado municipal da cidade. Rafaat seguia em uma Hammer blindada, porém, o veículo não suportou o calibre das munições usadas e ele acabou sendo atingido e morto no local.

Seguranças que o acompanhavam reagiram, fazendo com que houvesse intenso tiroteio na região. Ainda não há número oficial de mortos e feridos, nem detalhes como ocorreu o crime que, por enquanto, acredita-se estar relacionado a disputa pelo controle do tráfico na fronteira entre o Brasil e o Paraguai.

O ABC Color afirma que pelo menos sete pessoas foram feridas, entre elas um agente policial. Além do Hummer de Rafaat, um outro carro também ficou destruído com os disparos. Várias armas de grosso calibre e restritas às forças armadas foram apreendidas.

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame afirmou nesta quinta-feira (16) que o assassinato do traficante , representa um risco real de aumento da criminalidade no Brasil.

De acordo com ele, o assassinato de Rafaat teria sido orquestrado por uma facção criminosa de São Paulo, mas os reflexos seriam sentidos também no Rio, já que a quadrilha se tornaria importante distribuidora de drogas e armas para criminosos cariocas.

“Já atuei em investigações sobre esse traficante [Rafaat], que era antigo no crime e conhecido por tentar impedir que quadrilhas brasileiras se instalassem na região. A morte cinematográfica dele evidencia que criminosos brasileiros resolveram tomar o controle da região, e se isso se confirmar será um alerta muito grave para as autoridades de todo o país”, declarou, acrescentando que a facção controlaria os dois lados da fronteira e teria o domínio de toda a cadeia criminosa, produzindo drogas no país vizinho e trazendo-as para o Brasil:

“Temos relatórios dando conta de que a facção já atua no Paraguai e isso, se confirmado, vai mexer com o futuro da criminalidade no Brasil. A morte desse traficante é um alerta muito grave para todos nós”, disse Beltrame.

Jorge Rafaat, conhecido como “Rei da Fronteira”, foi morto numa emboscada, na qual o carro que dirigia foi alvejado por mais de 200 tiros de metralhadora ponto 50. O grosso calibre da arma, usada até contra aeronaves em guerras, perfurou a blindagem do veículo. Acusado de tráfico de drogas pela Justiça brasileira, Rafaat vivia no país vizinho como um empresário de sucesso.

Condenação – Conhecido também por organizar promoções para compras em Pedro Juan, Jorge Rafaat foi condenado por Odilon, juiz da 3ª Vara Federal de Ponta Porã, em 30 de abril de 2014, quando além dele, outros sete traficantes da fronteira foram sentenciados.

Rafaat foi condenado a várias penas que, somadas, totalizam 47 anos de prisão em regime fechado, além de multa de R$ 403,8 mil. O irmão dele, Joseph Rafaat Toumani, também foi condenado a pena de 15 anos de prisão e multa de R$ 83,2 mil. Aviões, veículos, fazendas e outros imóveis também foram sequestrados pela Justiça Federal.