O Supremo Tribunal Federal decidiu adiar nessa quarta-feira o julgamento das ações que pedem a suspensão da posse do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil.
Dois mandados de segurança, um do PSDB e outro do PPS, pedem a suspensão da posse de Lula. As ações foram aceitas pelo ministro Gilmar Mendes em decisão liminar e o julgamento foi marcado para o plenário da Corte Suprema dar uma decisão final.
Mas o ministro Teori Zavaski pediu para adiar porque ele também analisa outras duas ações com o mesmo pedido e gostaria de julgá-las todas juntas. O ministro Marco Aurélio de Mello foi o único contrário ao adiamento.
Os mandados de segurança argumentam que a posse de Lula para a CasaCivil teria o objetivo de tirar do juiz do Paraná Sérgio Moro a investigação do ex-presidente e colocar sobre a responsabilidade do Supremo. Isso por causa do foro privilegiado de ministros de Estado.
O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, argumentou que o ex-presidente não é réu nem denunciado e portanto tem o direito a exercer o papel de ministro.
O Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo, lamentou o adiamento da decisão, mas disse que vai aguardar o novo julgamento, que não tem prazo para ocorrer e depende do ministro Teori Zavaski.