
O ex-presidente da Vale, Roger Agnelli, estava entre as vítimas do monomotor que caiu na tarde de hoje (19) em São Paulo. Agnelli presidiu a empresa durante dez anos, de 2001 a 2011. A mulher do executivo também morreu no acidente. Roger Agnelli tinha 56 anos, era casado com Andréa e pai de Ana Carolina e João, que também estavam na aeronave .O genro Parris Bittencourt, a namorada do filho de Agnelli e o piloto são as outras vítimas.
O avião de pequeno porte caiu às 15h23 sobre uma casa na Rua Rua Frei Machado, 110, no Bairro da Casa Verde, zona Norte da capital paulista, após decolar do aeroporto Campo de Marte. Os seis passageiros e o piloto morreram. Uma pessoa que estava na casa foi levada para o pronto-socorro da Santa Casa da Misericórdia de São Paulo.
A aeronave de prefixo PR-ZRA estava registrada em nome de Agnelli.
O executivo era formado em Economia pela Fundação Armando Álvares Penteado e desenvolveu sua carreira profissional no Grupo Bradesco, onde trabalhou de 1981 a 2001, antes de presidir a Vale.
Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), as operações no Aeroporto Campo de Marte ainda estão suspensas. De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação (Anac), o avião é um turbo-hélice, com capacidade para sete passageiros, registrado em nome de Roger Agnelli.Após deixar a Vale, fundou a AGN Participações, uma empresa de logística e mineração. Desde 2012, estava à frente da B&A Mineração, joint venture da AGN com o BTG Pactual com projetos de exploração de fertilizantes, minério de ferro e cobre em Belé (Pará) e em La serena, no Chile.
Além de presidir a Vale, Agnelli integrou o conselho de administração de grandes empresas brasileiras como Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), Latasa, Suzano Petroquímica e Petrobras. Agnelli passou a integrar o Conselho da Petrobras no início do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e saiu em 2007.