
Os preços dos remédios vão subir por causa do aumento de impostos. De acordo com dados da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), 12 estados já começaram a aumentar o percentual do ICMS sobre o valor dos medicamentos, elevando a carga tributária média de 33,9% para 34,2%. A associação não informou qual será o impacto no preço final dos remédios.
O Rio de Janeiro terá a maior alta do imposto e será o único estado que elevará o ICMS na região Sudeste. Hoje, o estado cobra alíquota de 19%. A partir de 28 de março, cobrará 20%, enquanto a maioria dos outros estados — entre eles Amapá, Amazonas, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul — terão alíquota de até 18%. Os estados alegam que, devido à crise econômica, há maior necessidade de arrecadação.
Diretor da Interfarma, Pedro Bernardo alerta para as consequências dessa medida. Ele diz que o resultado será a redução dos descontos oferecidos no varejo, ressaltando ainda os impactos que a indústria farmacêutica sofre por outros custos, como a desvalorização do real frente ao dólar e o preço da energia.
“O acesso ao medicamento ficará mais difícil. O consumidor terá que se defender de alguma forma, fazendo pesquisa de preços. Os valores variam muito com desconto ou trocando marcas”, afirmou Bernardo.
A variação de preços é expressiva entre estabelecimentos e marcas de laboratório. A diferença no valor do medicamento genérico Captopril, por exemplo, chega a 146,7%, com a troca de marca.
De acordo com a Interfarma, pelo menos 75% da população conta com próprios recursos para a compra de remédios. Com a elevação dos preços, o desafio ao acesso do produto será maior.